12º Festival Palco Giratório Sesc reúne em Porto Alegre mais de 50 espetáculos em 25 dias de evento

A Dança do Tempo (Foto: Fabio Zambom)

Maio é o mês em que teatros, ruas e escolas da Capital dos gaúchos tornam-se palco para diversas manifestações artísticas. Entre os dias 4 e 28, Porto Alegre respirará cultura com a 12ª edição do Festival Palco Giratório Sesc. Mais de 100 sessões artísticas estão previstas na programação, como peças teatrais que abrangem a todos os públicos, do infantil ao adulto, exposições de artes visuais, musicais, dança, circo e atividades formativas como o Seminário “Práticas de Emergência Cênica”. São 54 espetáculos de 46 grupos, vindos de 13 estados brasileiros, sendo um internacional, direto da Bolívia, e outro uma co-produção Brasil/Itália. O Festival Palco Giratório Sesc/POA é uma realização do Sistema Fecomércio-RS/Sesc e integra a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte.

Entre os destaques, estão os gaúchos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que neste ano são os homenageados do 20º Circuito Nacional Palco Giratório. O grupo apresentará o espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”, um trabalho de rua que celebra os 39 anos do coletivo, um dos mais relevantes do país. O musical “Auê”, da Cia. Barca dos Corações Partidos (RJ), que conta com a direção de Duda Maia, foi indicado 3 vezes ao Prêmio Shell. No espetáculo, sete homens falam e cantam sobre o amor. São 21 canções inéditas nos mais variados ritmos como maracatu, baladas pops misturadas com ritmos brasileiros, samba de roda, valsa e rock.

Em “Os Arqueólogos”, o Empório de Teatro Sortido (SP) apresenta a história de dois locutores esportivos que transmitem cenas corriqueiras de vidas comuns. A peça traz dois ganhadores do Prêmio Shell de 2016: Vinicius Calderoni como melhor autor por “Arrã” e Rafael Gomes como melhor diretor pela montagem “Um Bonde Chamado Desejo”. Direto da Bolívia vem o espetáculo “MAR”, do grupo Teatro de Los Andes, que conta a história de três irmãos que decidem fazer uma viagem para cumprir o último desejo da mãe moribunda: ter o corpo abandonado nas ondas do mar, desconhecido para ela. A montagem é inédita no Rio Grande do Sul.

Outro destaque é “Cabeça (um documentário cênico)”, com direção de Felipe Vidal (RJ), em que oito homens em cena, numa formação que alude a uma banda de rock, executam todas as canções do álbum “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, permeadas por cenas e projeções que desenham um painel dos acontecimentos emblemáticos nacionais e mundiais dos anos 1980 e dialogam com imagens e referências do Brasil e do mundo nos tempos atuais. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Música e Melhor Texto.

O grupo Amok Teatro (RJ) trará dois espetáculos. “Salina – A última vértebra” conta a saga da personagem de mesmo nome. A peça ganhou como melhor figurino e inovação no Prêmio Shell e de melhor atriz coadjuvante no APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro). Já “Os Cadernos de Kindzu”, criação da Amok Teatro a partir da obra do escritor moçambicano Mia Couto, conta a história de um jovem que deixa o lugar onde vive por conta da guerra civil. A montagem tem quatro indicações nos prêmios Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR. O Coletivo As Travestidas (CE) retorna ao Festival com o espetáculo aclamado pela crítica “Quem Tem Medo de Travesti”, um olhar artístico sobre o “Universo Trans”.

A programação contará, também, com atrações voltadas ao público infanto-juvenil como “Abrazo”, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN);“Histórias Negras Para Crianças de Todas as Cores”, uma coprodução junto a Usina do Trabalho do Ator (RS); “FUI!”, da Cia. Senhas de Teatro (PR); “Feito Criança”, da Cia. Rústica (RS); “A Gaiola”, com direção de Duda Maia (RJ); “Solidão”, do Folias d’Arte (SP), com o ator Airton Graça.

De 16 a 19 e de 23 a 25 de maio, o Festival traz mais uma vez o seminário, desta vez com o tema “Práticas de Emergência Cênica”. Serão sete encontros com o objetivo de colocar em foco práticas e discursos artísticos que de diversas formas criam relações com o contexto social e histórico atual. A atividade é gratuita e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail palcogiratoriosesc@sescrs.com.br.

Os ingressos para o 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA estão à venda no Sesc Centro (av. Alberto Bins, 665), de segunda a sexta, das 8h às 19h45; e nos sábados, das 8h às 13h. Ingressos para atração do dia: após as 15h e com disponibilidade, ocorre no local de cada apresentação uma hora antes do início do espetáculo. Os valores são a partir de R$ 10. Mais informações pelo telefone (51) 3284-2072.

A programação é composta por 20 espetáculos selecionados pela curadoria nacional do Palco Giratório, além de outras 34 atrações convidadas. Além de promover um intercâmbio de informações e conhecimentos entre os grupos, também há espaço para integração com os espectadores por meio de conversas e debates sobre o processo de criação no universo das artes cênicas. Confira a agenda completa e informações sobre ingressos, a partir do dia 18 de abril, em

Iluminus (Foto: Natalia Utz 2)
Iluminus (Foto: Natalia Utz 2)

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Duas décadas de Palco Giratório

O Festival, que no RS chega à sua 12ª edição, é uma das vertentes do projeto Palco Giratório, circuito de artes cênicas do Sesc que completa 20 anos em 2017. Com uma curadoria formada por profissionais do Sesc, a programação selecionada apresenta anualmente uma amostra importante da produção cênica brasileira. Reconhecido como uma das maiores iniciativas no segmento de artes cênicas do País, o Palco Giratório é uma rede de intercâmbio e difusão das artes cênicas consolidada no cenário cultural brasileiro.

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