A economia brasileira teve o crescimento de 0,42% em abril na comparação com março

A economia brasileira teve crescimento de 0,42% em abril na comparação com março, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (21).

Com relação ao mesmo período do ano anterior, o PIB (Produto Interno Bruto) recuou 1,3% em abril, revertendo a trajetória de recuperação até o primeiro trimestre, segundo Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV. Na taxa do trimestre móvel, o PIB brasileiro cresceu 0,87% no trimestre terminado em abril quando comparado ao trimestre terminado em janeiro, com a série ajustada sazonalmente.

Em termos monetários, o PIB acumulado até o mês de abril, em valores correntes, alcançou a cifra aproximada de R$ 2,126 trilhões. No trimestral móvel de fevereiro a abril, na comparação com o trimestre de janeiro a março, o PIB teve variação negativa de 0,8%, ainda menor que a taxa de -0,4% apresentada no primeiro trimestre de 2017.

Conforme a FGV, nesse tipo de comparação, o PIB teve sua trajetória de melhora revertida, já que vinha apresentando recuperação contínua desde novembro de 2016, quando a taxa apresentou um recuo de 2,9%.

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume, tendo como base a mesma metodologia das contas nacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com abril do ano passado, todas as atividades apresentaram taxas negativas, com exceção de agropecuária (+11,5%), extrativa mineral (+4,4%) e comércio (+1,4%).

Consumo das famílias

O consumo das famílias recuou 1,9% na comparação com o mesmo trimestre terminado em abril de 2016. Segundo a FGV, a mesma taxa foi registrada nos trimestres terminados em fevereiro e março. Mas a fundação poderá que os produtos semiduráveis apresentam crescimento desde o trimestre terminado em março, enquanto os serviços e produtos não duráveis têm ampliado a contribuição negativa no total do consumo das famílias.

Investimentos

A formação bruta de capital fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens, teve retração de 4,6% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. De acordo com a FGV, o componente que vinha em trajetória ascendente, influenciado por máquinas e equipamentos, voltou a retroceder devido ao aumento da contribuição negativa do componente da construção, que caiu 8,8% no período.

Exportação

A exportação teve crescimento de 1,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2016, apesar das variações negativas de produtos agropecuários (-10,7%), bens de consumo não duráveis (-23,5%) e de serviços (-3,2%), alguns dos componentes do setor.

Importação

A importação cresceu 4,5% no trimestre findo em abril ante mesmo período de 2016. No entanto, a taxa é menor que as demais registradas nos primeiros meses de 2017 – 9,8% em março, 12,4% em fevereiro e 7,7% em janeiro. O componente de bens intermediários ainda apresenta contribuição positiva para o total da importação, mas em magnitude menor – passou de 11,3 pontos percentuais no trimestre findo em março para 6,7 em abril.

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