A inflação em Porto Alegre teve uma grande queda em julho

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) caiu nas sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), na passagem de junho para julho.  Em Porto Alegre  a queda foi de 1,07 ponto percentual, caiu de 1,2% para 0,13%.

A maior queda foi observada em Brasília, que havia registrado inflação de 1,36% em junho e passou a ter uma deflação (queda de preços) de 0,2% em julho, ou seja, um recuo de 1,56 ponto percentual. Em seguida, aparecem Belo Horizonte (-1,31 ponto percentual, ao passar de 1,58% para 0,27%), Rio de Janeiro (-1,16 ponto percentual, indo de 1,26% para 01,0%) e  a capital gaúcha na sequência.

As demais cidades tiveram as seguintes quedas na taxa: Recife (-1,03 ponto percentual, de 1,14% para 0,11%), São Paulo (-0,78 ponto percentual, de 1,06% para 0,28%) e Salvador (-0,64 ponto percentual, de 0,97% para 0,33%).

Baixa renda

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda passou de 1,52% em junho para 0,25% em julho, de acordo com a FGV. Com esse resultado, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1, que mede a inflação para as famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, acumula alta de 3,29% no ano e de 3,53% nos últimos 12 meses.

Em julho, o IPC-BR (que mede a taxa do restante da população) registrou variação de 0,17%, portanto, abaixo do IPC-C1. No entanto, a taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,22%, acima do IPC-C1.

Previsão de inflação

Os economistas do mercado financeiro mantiveram estimativa de inflação para 2018 em 4,11% e previsão para o crescimento do PIB  (Produto Interno Bruto) desse ano em 1,5%. As expectativas dos analistas estão no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório Focus, divulgado no final de julho pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo  em 2018, de 4,11%, continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

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