A inflação para o consumidor aumentou em Porto Alegre na última semana de dezembro

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou variação de 0,12% na quarta semana de dezembro em Porto Alegre. O resultado foi 0,03 ponto percentual superior ao divulgado na terceira semana do mês passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (03) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta edição, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação na Capital gaúcha, entre as quais se destacam os grupos habitação e comunicação, cujas taxas passaram de 0,16% para 0,78% e de -0,44% para -0,37%, respectivamente.

Além de Porto Alegre, entre as capitais pesquisadas a inflação para o consumidor subiu apenas em Recife, de 0,25% para 0,27%. O IPC-S apresentou queda em Brasília (de 0,32% para 0,25%), Salvador (de -0,04% para -0,18%), Belo Horizonte (0,02% para -0,09%), Rio de Janeiro (de 0,54% para 0,49%) e São Paulo (0,37% para 0,29%).

No geral, o IPC-S registrou variação de 0,21% na última semana de dezembro, 0,06 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior. O indicador acumulou alta de 3,23% entre janeiro e dezembro de 2017.

Confiança empresarial

O ICE (Índice de Confiança Empresarial), também divulgado pela Fundação Getulio Vargas, avançou 1,2 ponto em dezembro e atingiu 93,1 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (95,7 pontos), depois de seis meses consecutivos de alta.

A alta do ICE em dezembro decorreu da melhora tanto da percepção sobre o momento presente do empresariado quanto das perspectivas de curto prazo. O IE-E (Índice de Expectativas) subiu 1,4 ponto, alcançando 101,3 pontos. Essa é a primeira vez que o índice ultrapassou a barreira dos 100 pontos desde novembro de 2013 (101,4 pontos). O ISA-E (Índice da Situação Atual) subiu 0,9 ponto, para 87,6 pontos, maior nível desde setembro de 2014 (88,1 pontos).

A confiança avançou nos quatro setores que integram o ICE. A maior contribuição para a alta do índice em dezembro foi dada pelo setor de Serviços (0,5 ponto), seguido pelos setores da Indústria e do Comércio (0,3 ponto, cada) e da Construção (0,1 ponto). Em dezembro, o indicador de emprego previsto (106,1 pontos) atingiu o maior patamar desde março de 2014 (108,3 pontos). A maior contribuição para a variação de 2,2 pontos desse indicador foi dada pelo Comércio (1,4 ponto), seguido por Indústria (0,6 ponto) e Serviços (0,2 ponto).

2017

O ano de 2017 foi marcado pela recuperação do indicador que mede o grau de satisfação com a situação presente das empresas. Enquanto em 2016 a alta do ICE havia sido motivada principalmente pela melhora das expectativas de curto prazo, em 2017 o indicador da situação atual contribuiu de forma consistente para o avanço do índice.

Em dezembro, a confiança aumentou em 67% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV para compor o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 60% do total.

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