A JBS/Friboi quer retomar os planos de negociar ações na Bolsa de Nova York no segundo semestre de 2018

FONTE: O SUL – http://www.osul.com.br/

O presidente da JBS/Friboi, Wesley Batista, afirmou na terça-feira (15) que quer retomar os planos de negociar ações na Bolsa de Nova York (EUA)no segundo semestre de 2018. O projeto era considerado um passo essencial para a gigante da carne dar um salto em sua expansão internacional, mas foi abortado depois que a JBS admitiu em delação premiada o pagamento de propina a políticos.

“Acreditamos que poderemos estar preparados para, possivelmente, no segundo semestre, fazer o IPO [oferta pública inicial de ações]”, disse Batista durante conferência com analistas. A previsão era que o lançamento de ações da JBS Foods International (subsidiária para operações internacionais da empresa) ocorresse até junho deste ano, mas a operação ficou comprometida depois que a delação veio a público, em 17 de maio.

O caso gerou denúncia contra o presidente Michel Temer e provocou uma crise de imagem na empresa – as ações que já possui na Bolsa brasileira caíram e ativos tiveram que ser vendidos. Na segunda-feira (14), a JBS anunciou seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre,  com uma queda de 80% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 309,8 milhões.

Remuneração

Apesar da crise gerada pela delação de seus controladores, a JBS propôs a seus acionistas um aumento de R$ 10 milhões na verba destinada à remuneração de seus administradores em 2017, que foi definida em R$ 17 milhões em assembleia realizada no dia 30 de abril.

A proposta foi incluída entre as matérias que serão votadas em assembleia que será realizada no dia 1º de setembro. O encontro foi solicitado pelo BNDESPar, braço de participações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), para pedir investigação sobre os controladores da companhia.

O aumento seria dado só aos conselheiros de administração: a cifra destinada a eles subiria de R$ 2,59 milhões para um total de R$ 14,6 milhões no ano –ou cerca de R$ 1,6 milhão por conselheiro. Em 2016, a remuneração global dos conselheiros foi de R$ 2,04 milhões.

O conselho de administração da JBS é formado hoje por nove membros, entre eles Wesley Batista e José Batista Sobrinho, da família fundadora da companhia. É presidido por Tarek Mohamed Farah, que também participa da administração da Alpargatas, vendida recentemente pela família Batista.

A JBS justifica a proposta de aumento devido às “substanciais transformações na realidade” da empresa. “A companhia vem implementando uma série de mudanças”, diz em texto entregue à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), citando novas atribuições que os conselheiros terão, como “liderar o processo de transformação e aprimoramento dos níveis de governança”.

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