A Organização Mundial da Saúde pede que a Europa intensifique medidas contra a pandemia do coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, nesta quinta-feira (7), que a Europa faça mais diante da “situação alarmante” criada pela nova variante mais contagiosa do coronavírus. “Esta é uma situação alarmante, o que significa que durante um curto período teremos que fazer mais do que fizemos”, disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge.

“As medidas de base, que todos conhecemos, devem ser intensificadas para baixar a transmissão, aliviar nossos serviços contra a covid-19 e salvar vidas”, ressaltou.

Segundo ele, é preciso reforçar o uso de máscaras, limitar o número de reuniões sociais, respeitar o distanciamento físico, lavar as mãos, e combinar essas medidas com sistemas adequados de rastreamento, assim como isolar os pacientes.

Muito afetada pela pandemia, a Europa acumula mais de 27,6 milhões de casos e 603 mil mortes, segundo a OMS.

A esperança continua sendo a vacinação. Depois da vacina da Pfizer e da BioNTech, autorizada no dia 21 de dezembro, mais uma vacina foi aprovada na quarta-feira (6). A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) e a Comissão Europeia autorizaram a vacina da Moderna.

Reino Unido

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, alertou que as restrições para combater a pandemia podem permanecer em vigor até o final de março, tendo em conta o elevado número de infecções e que o eventual desconfinamento na Inglaterra será “gradual”.

Em comparecimento à Câmara dos Comuns, o líder conservador destacou que a “diferença fundamental” do atual confinamento nacional é que o país agora tem um programa de vacinação contra a covid-19.

Em uma declaração lida na Câmara dos Comuns, Johnson afirmou que “não tinha opção” senão decretar esse endurecimento das medidas – que inclui a instrução aos cidadãos para ficarem em casa e o fechamento de escolas – para combater a crise sanitária, diante da repercussão das infecções pela nova cepa.

Ele também afirmou que o país está agora mergulhado em uma “corrida” entre a disseminação da doença e a administração das vacinas aos grupos de pessoas mais vulneráveis.

“Depois da maratona do ano passado, estamos agora em uma corrida para vacinar os mais vulneráveis mais rápido do que o vírus lhes pode atingir”, disse.

O premiê também indicou que haverá uma “revisão contínua” das medidas, que serão monitoradas quinzenalmente, além da obrigação legal de retirá-las quando não forem mais necessárias.

“Estamos em uma reta final difícil, que se tornou mais difícil com a nova variante”, admitiu o primeiro-ministro.

Além disso, Johnson disse que as escolas serão os primeiros locais a reabrir quando chegar a hora de aliviar as restrições.

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