Acusada de mandar matar o marido, deputada Flordelis convoca fiéis para culto e diz que “tudo vai ser esclarecido”

Em um áudio que está sendo compartilhado em grupos de mensagens, a deputada federal Flordelis (suspensa do PSD) pede o apoio dos fiéis diante da acusação de ser a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo.

“A paz do Senhor, pessoal! Hoje eu quero todo mundo no culto, tá bom? Hoje, Piratininga, o culto permanece. Nada é permanente. Tudo vai passar. Já já tudo vai ser esclarecido”, diz a deputada no áudio em que convoca fieis para participar da celebração evangélica que ela comanda em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

O pastor Anderson foi executado com 30 tiros em Niterói, em junho do ano passado. Na segunda-feira (24), a Polícia Civil indiciou a deputada, seis filhos e uma neta dela pelo envolvimento no crime. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por envolvimento na morte, inclusive a deputada, que tornou-se ré perante a Justiça.

Cinco filhos (Adriano, André, Carlos, Marzy e Simone) e uma neta (Rayabe) da deputada foram presos após a conclusão do inquérito. Outros dois já estavam presos desde o ano passado: Flavio dos Santos Rodrigues (filho biológico), apontado como autor dos disparos, e Marcos Siqueira (ex-policial).

A polícia concluiu que a deputada foi a mentora do crime. De acordo com os investigadores, ela começou a tentar matar o marido em maio de 2018, botando veneno na comida dele. O homicídio, segundo a polícia, teve razões financeiras e de poder na família – o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Imunidade parlamentar

Flordelis, que tem imunidade parlamentar, vai responder ao crime em liberdade. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou que reunirá líderes na semana que vem para decidir sobre o futuro da deputada.

Um pedido de cassação do mandato dela já foi entregue à Mesa Diretora da Casa. Se perder o cargo, Flordelis perderá também a imunidade parlamentar e, então, poderá vir a ser presa mesmo antes do julgamento.

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