Acusados da morte de adolescente em Charqueadas irão a júri popular

Imagens das câmeras de vigilância flagraram o momento do crime. (Foto: MP-RS/Divulgação)

Os nove acusados de matar o adolescente Ronei Jurkfitz Faleiro Jr.,  de 17 anos, irão a júri popular. A Justiça de Charqueadas acatou a denúncia apresentada pelo MP (Ministério Público) e pronunciou Peterson Patric Silveira Oliveira, Jhonata Paulino da Silva Hammes, Vinícios Adonai Carvalho da Silva, Leonardo Macedo Cunha, Alisson Barbosa Cavalheiro, Volnei Pereira de Araújo, Matheus Simão Alves, Geovani Silva de Souza e Cristian Silveira Sampaio pelo crime, ocorrido na saída de uma festa na cidade de Charqueadas, na madrugada de 1º de agosto do ano passado.

Os acusados serão julgados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, uso de meio que dificultou a defesa e de meio cruel); e homicídio tentado (três vezes, com as mesmas qualificadoras) com relação às vítimas Richard Wienke, Francielle Wienke e Ronei Wilson Faleiro, pai de Ronei Jr.; além de corrupção de menores.

Conforme a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Lóe Mário Leal, a desavença era apenas porque o amigo da vítima mora em São Jerônimo e o “bonde” (gíria que serve para designar grupos de amigos), assim como o próprio Ronei Júnior, é de Charqueadas.

Foram mantidas as prisões preventivas dos acusados, decretadas em setembro do ano passado. A denúncia contra Rafael Trindade de Almeida, cuja participação no crime foi confirmada em fevereiro deste ano – segue em trâmite, ainda sem pronúncia. Ele cumpre prisão domiciliar.

O CRIME

Ronei Jurkfitz Faleiro Jr. estava em uma festa no Clube Tiradentes para arrecadação de fundos para sua formatura. Segundo testemunhas, ainda durante a festa, um amigo de Ronei havia sido ameaçado de morte pelos integrantes do “bonde” e ele ofereceu carona para o amigo e a namorada. No entanto, quando saíram do local, os três foram abordados pelos integrantes do grupo. Ronei – que não havia sido advertido pela gangue – acabou sendo atingido por chutes, socos, garrafadas e golpeado com os cacos de vidro.

Conforme haviam combinado, o pai do jovem foi buscá-lo e daria uma carona para um casal de amigos. Ao chegar ao local, por volta das 5h, desceu do carro e então viu o filho e o casal caminhando depressa para entrar no automóvel. O pai foi agredido com uma garrafada e um chute, mas conseguiu entrar no carro e levou o filho até o Hospital de Charqueadas. O adolescente chegou a ser encaminhado para o Hospital Santo Antônio, em Porto Alegre, mas não sobreviveu a um traumatismo craniano.

MENORES RESPONSABILIZADOS

Em outro processo, quatro adolescentes cumprirão medida socioeducativa de internação por três anos, prazo máximo estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente. A sentença é de setembro de 2015.

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