André Carús tem sigilo fiscal e bancário quebrado pela Justiça


O vereador é suspeito de ter contratado empréstimos em nome de assessores para quitar dívidas pessoais (Foto: Reprodução/Leonardo Cardoso/CMPA)

A Justiça de Porto Alegre confirmou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do vereador licenciado André Carús (MDB). Com o acesso às operações financeiras, a apuração pretende cruzar os dados e prosseguir com as investigações sobre a suspeita de que o parlamentar tenha extorquido os assessores. Estima-se que o inquérito seja concluído em um mês.

Na semana passada, Carús prestou depoimento por três horas, mas polícia ainda não divulgou o conteúdo da declaração. Ele foi solto na última quinta-feira, após ter ficado dez dias preso. Por enquanto, somente um suspeito preso na segunda fase da Operação Argentários permanece detido.

O vereador, que pediu licença do cargo após ter sido alvo da operação, é acusado de ter determinado a contratação de empréstimos em nome de assessores para quitar dívidas pessoais. No Twitter, Carús ressaltou que “os ares da liberdade possibilitarão o esclarecimento da verdade” e acrescentou que continua com “valores e compromissos com a ética e a transparência”.

De acordo com o advogado de defesa Jader Marques, o Judiciário apresentou medidas como a proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas enquanto durarem as investigações. O vereador também fica proibido de exercer a função pública, apresentar-se à Câmara e se ausentar da cidade por mais de menos 30 dias sem autorização judicial. A saída do país também está proibida para o acusado até o fim das investigações.

Por conta da prisão, o vereador está de licença da Câmara de Porto Alegre por tempo indeterminado. O suplente é o Delegado Cleiton (PDT), que já tomou posse.

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