Anvisa diz ao Supremo que não é possível liberar a vacina Sputnik V sem o aval dos técnicos da agência

A Sputnik V já foi aprovada para uso emergencial em países como Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai. (Foto: Governo de Corrientes/Divulgação)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) defendeu, em documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que não é possível liberar o uso da vacina russa Sputnik V sem o aval de técnicos do órgão regulador, como pediu o governo da Bahia.

No entendimento da agência, a liberação das doses com base apenas em análises de outros países ou órgãos internacionais representaria a perda da soberania nacional e um risco à saúde e à vida dos brasileiros.

O posicionamento foi enviado ao STF em resposta a uma determinação do ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação que pede a liberação do imunizante russo. O documento foi inserido no sistema da Corte na segunda-feira (25).

O governo da Bahia pede que o Supremo autorize a importação e a distribuição das vacinas que já tenham o aval de autoridades sanitárias estrangeiras e a certificação da Opas (Organização Panamericana de Saúde). Não há prazo para que Lewandowski avalie o pedido.

A Sputnik V já foi aprovada para uso emergencial em países como Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

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