Após mudança de metodologia, estados brasileiros passam a contabilizar casos antigos de coronavírus

Uma mudança realizada pelo Ministério da Saúde na metodologia de definição dos casos de Covid-19 levou Estados a somarem casos antigos de mortes provocadas pelo novo coronavírus em seus balanços recentes.

Na quinta-feira (13), São Paulo acrescentou 221 óbitos que ocorreram no decorrer da pandemia. Já o Amazonas fez a inclusão de mortes “antigas” em mais de um dia.

Desde 28 de julho, o Ministério da Saúde permite que casos com diagnóstico por imagem (tomografia) sejam notificados. Além disso, o governo federal ampliou a definição de casos clínicos (aqueles identificados apenas pela consulta com o médico) e incluiu mais possibilidades nos testes de Covid-19.

A mudança foi realizada inicialmente nos formulários da plataforma Sivep-Gripe, que é a usada pelos Estados para notificar casos graves e mortes por síndromes respiratórias.

No Guia de Vigilância Epidemiológica de 3 de abril, havia três principais formas de diagnóstico. Depois da mudança do formulário em julho, o documento foi atualizado em 6 de agosto. No diagnóstico clínico, o principal acréscimo foi a possibilidade de o médico determinar que o paciente tinha Covid-19 mesmo sem histórico de contatos com infectados confirmados ou deslocamento para o exterior.

No caso do diagnóstico laboratorial, passou a considerar todos os principais disponíveis no território brasileiro: o RT-PCR, os testes sorológicos e os testes rápidos, estes últimos mesmo com ressalvas.

Por fim, acrescentou a possibilidade de definir um caso por exame de imagem, buscando alterações no pulmão em uma tomografia.

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