Após paralisação, funcionários dos Correios retomam as atividades no Rio Grande do Sul

Os funcionários dos Correios no Rio Grande do Sul decidiram encerrar a greve da categoria em assembleia realizada na segunda-feira (12), em Porto Alegre. De acordo com o Sintect-RS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado), os trabalhadores retomaram as atividades nesta terça-feira (13).

A paralisação, deflagrada em todo o País, durou menos de 24 horas no RS. A adesão à greve no Estado foi de cerca de 70% entre os carteiros e 30% entre os atendentes, conforme o sindicato. A decisão de voltar ao trabalho foi tomada pelos funcionários após o julgamento do dissídio coletivo da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A SDC (Seção Especializada em Dissídios Coletivos) da Corte julgou parcialmente procedente o pedido da empresa para revisar cláusula de convenção coletiva de trabalho que trata da forma de custeio do plano de saúde para os seus empregados.

De acordo com a decisão, o plano de saúde continuará a atender empregados ativos, aposentados, cônjuges, companheiros, filhos menores de idade e pais e mães dos titulares. No entanto, ficou fixado o pagamento de mensalidade, exceto para pais e mães, e a coparticipação para todos os que utilizarem o plano.

A mensalidade vai variar de 2,50% até 4,40%, de acordo com a remuneração recebida, de forma que quem ganhe mais contribua com um percentual maior. Por exemplo, os empregados que recebem até R$ 2,5 mil pagarão mensalidade correspondente a 2,5%, e quem tem remuneração superior a R$ 20 mil estará sujeito ao percentual de 4,40%. A mensalidade para cônjuges e companheiros ou companheiras equivalerá a 60% da mensalidade do titular, e, para filho, filha ou menor sob guarda, o percentual será de 35%.

Além disso, ficou definido que, havendo lucro líquido no exercício anterior, a empresa reverterá 15% para o custeio das mensalidades do plano de saúde dos beneficiários. Além dos mais de 140 mil funcionários da ativa e aposentados dos Correios, o Postal Saúde atendia a outras 250 mil pessoas, totalizando aproximadamente 400 mil vidas.

Os Correios se manifestaram por nota, reconhecendo que a greve é um direito do trabalhador, mas afirmando que, neste momento, agrava a situação da empresa, que enfrenta uma crise financeira.

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