As chuvas retornam ao Rio Grande do Sul a partir desta quinta

Conforme boletim do Instituto Climatempo, elaborado especialmente para o Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), a massa de ar polar que ainda continua atuando sobre grande parte da Região Centro-Sul mantém o tempo seco e sem previsões para chuvas em praticamente todo o Brasil. No entanto, esse ar seco que impede a formação de nuvens de chuvas já começa a perder forças e com isso, nesta quinta-feira (31), uma frente fria avança sobre o Rio Grande do Sul e levando chuvas a grande parte do Estado.

Não há indícios de temperaturas extremamente baixas ao longo destes próximos dez dias que possam acarretar formações de geadas ou perdas para as lavouras. Mesmo com a ocorrência de algumas geadas pontuais essas não afetarão em nada as lavouras. Pelo contrário, até beneficiarão os produtores, uma vez que ajudarão no controle de pragas, doenças e ervas daninhas.

A chuva deve permanecer na sexta-feira (1º) com maior intensidade, mas desta vez concentrada na metade Norte do Estado. No sábado (2), uma nova massa polar entra no Rio Grande do Sul o que afasta a chuva do território gaúcho. “Os ventos passam a soprar e o frio vai ganhando força”, informa o boletim. Também haverá precipitações em Porto Alegre e na Região Metropolitana, mas de maneira mais fraca e espaçada. No domingo (3), o tempo se mantém mais seco e temperaturas abaixo dos 15 graus em todo o Rio Grande do Sul.

Condições hidrológicas

A passagem de uma nova frente fria vai trazer chuvas em quase todas as bacias hidrográficas gaúchas entre esta quinta e sábado. Por isso, estão previstos maior acúmulos de água entre nas bacias do sul, na fronteira com o Uruguai e na divisa com Santa Catarina.

Conforme o avanço da frente, o alerta passa para as bacias do Norte do Estado como Turvo-Santa Rosa- Santo Cristo, Várzea e Passo Fundo. O grande volume de água em pouco tempo eleva o nível dos rios. “Cada bacia tem uma resposta às chuvas. As bacias citadas no alerta têm resposta rápida. Principalmente localizadas. Em áreas muito urbanizadas esses eventos de temporal podem causar alagamentos”, explica a hidróloga da Sala de Situação, Marcela Nectoux.

 

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