Bolsonaro assina decreto para Forças Armadas atuarem na Amazônia por mais 30 dias


Força Aérea empregou aeronaves C-130 Hércules no combate aos incêndios na Amazônia, no mês de agosto. (Foto: FAB/Fotos Públicas)

Poucos dias antes de embarcar para a Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que permite que as Forças Armadas atuem no combate aos incêndios na Amazônia por mais 30 dias. O decreto atual, que terminaria na próxima terça-feira (24), foi renovado até o dia 24 de outubro. O contrato original instituiu a denominada Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autoriza o uso das forças armadas nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas que fazem parte da Amazônia Legal, que inclui sete estados da Região Norte, o norte do Mato Grosso e o oeste do Maranhão. O atual mantém todas essas regras.

Assembleia Geral da ONU
O presidente Jair Bolsonaro disse, na última quinta-feira (19), que defenderá em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, a política do governo na questão ambiental. Em sua live semanal no Facebook, Bolsonaro disse que as queimadas na Amazônia estão abaixo da média dos últimos 15 anos e voltou a dizer que há uma tentativa de desgastar a imagem do Brasil, principalmente internacionalmente.

Para Bolsonaro, o objetivo seria prejudicar o setor agrícola nacional, um dos mais competitivos do mundo. “Estou me preparando para um discurso bastante objetivo, diferente de outros presidentes que me antecederam. Ninguém vai brigar com ninguém lá, pode ficar tranquilo. Vou apanhar da mídia, de qualquer maneira. Essa mídia sempre tem o que reclamar, mas eu vou falar como anda o Brasil nessa questão. E eles tem números verídicos sobre isso aí. Mas o que interessa? É desgastar a imagem do Brasil. Desgastar por quê? Para ver se cria um caos aqui, para o pessoal lá de fora se dar bem. Se a nossa agricultura cair, é bom para outros países que vivem disso”, afirmou.

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