Bolsonaro diz que a educação no Brasil “está horrível” e que pode escolher novo ministro nesta quinta-feira

Legenda da imagem: Presidente (foto) afirmou ainda que “deu problema” na nomeação de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão cinco dias após ter sido escolhido para comandar o MEC. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (02) que a situação da educação brasileira está “horrível”. Em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, pela manhã, ele também disse que “talvez escolha hoje” o novo ministro da Educação. A pasta já trocou de comando três vezes desde o início do governo.

Ao receber uma demanda para o MEC (Ministério da Educação), Bolsonaro disse que “deu problema” com o professor Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro por cinco dias, mas que não chegou a tomar posse após polêmicas sobre títulos acadêmicos.

“Talvez eu escolha hoje o ministro da Educação”, afirmou o presidente. Bolsonaro também voltou a usar uma deliberação do STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar passar a responsabilidade das medidas durante a pandemia do coronavírus aos governadores. A decisão da corte, no entanto, assegura aos Estados e municípios autonomia para tomar medidas, mas não exime a União.

“Vou passar para o governador”, reagiu Bolsonaro após dois apoiadores pedirem para apresentar uma proposta para a retomada das aulas presenciais em instituições do setor privado.

Em seguida, eles responderam que já passaram a proposta para o governador do seu Estado, sem citar qual, e insistiram que o texto fosse repassado ao MEC. “O Supremo Tribunal Federal decidiu que quem trata desse assunto não sou eu. Eu entendo vocês, me coloco no lugar de vocês. A educação está horrível no Brasil. Pode entregar [o texto] que eu mando para a Educação ou para o Ibaneis [Rocha, governador do DF]”, declarou o presidente.

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