Bolsonaro iniciou uma nova dieta e telefonou para ministros

O presidente Jair Bolsonaro iniciou neste sábado (9) uma dieta cremosa. Segundo o boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, a mudança na alimentação foi possível por causa da boa aceitação da dieta líquida que vinha sendo administrada. A assessoria da Presidência da República informou que, ao longo do dia, ele comeu um creme de pera e um creme de carne com legumes, ambos batidos no liquidificador, além de um picolé de limão.

Ainda de acordo com a assessoria da Presidência, Bolsonaro telefonou para três ministros: da Economia, Paulo Guedes; da Justiça, Sérgio Moro; e da Cidadania, Osmar Terra. O conteúdo das conversas não foi divulgado. Ele segue na unidade de tratamento semi-intensiva com visitas restritas.

Sobre o estado de saúde do presidente, o boletim acrescenta que Bolsonaro não tem mais febre e apresenta melhora no quadro pulmonar. Na última quinta-feira (7), o presidente teve febre e foi diagnosticado com pneumonia. Bolsonaro continua recebendo alimentação intravenosa e antibióticos. Os períodos de caminhada fora do quarto foram aumentados.

No Twitter

Mais cedo, Bolsonaro divulgou pelas redes sociais uma foto de seu almoço. Na imagem, ele aparece dando uma colherada em um dos cremes e um picolé. Na legenda da imagem, Bolsonaro agradeceu às orações por sua recuperação e ao esforço dos médicos que cuidam de sua saúde. “Quero agradecer de verdade as orações da grande maioria da população brasileira. Se não fosse por isso e pela competência dos envolvidos nas minhas três cirurgias nos últimos cinco meses não estaríamos vivos”, escreveu.

O presidente também usou o Twitter para anunciar o novo presidente do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária). O órgão será comandado pelo general Jesus Corrêa, que já foi comandante da 11ª Região Militar e de diretor de Controle de Efetivos e Movimentações do Exército.

“Para morrer”

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) disse na quinta-feira (7), em entrevista à TV Câmara, que o presidente Jair Bolsonaro “está para morrer”, e que pessoas próximas o obrigaram a reassumir o cargo por supostas desconfianças em relação ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Aliados do governo repudiaram o comentário do deputado e prometeram acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Durante a entrevista, a repórter perguntou ao parlamentar se ele avaliava que poderia ser bem-sucedida a estratégia do governo de apresentar a reforma da Previdência e o pacote anticrime ao mesmo tempo na Câmara.

“Olha, eu acho que o governo deve definir a sua estratégia, mas não se entende. Nem vice… O presidente está para morrer, mas a sua assessoria mais direta praticamente o obrigou, o constrangeu a reassumir o cargo, porque ele não tem confiança no vice, que é um general de carreira”, respondeu Rodrigues.

O psolista disse ainda que seu partido buscará “inviabilizar na medida do possível” as medidas que considerarem “contrárias ao interesse nacional e ao interesse público”.

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