Bolsonaro minimiza falas sobre o AI-5 e diz que “pediram a cabeça” do ministro da Economia após declarações

O presidente Jair Bolsonaro minimizou as recentes declarações sobre o AI-5 feitas por seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe do Executivo disse que chegaram a “pedir a cabeça” do chefe da equipe econômica em razão do episódio.

“Eu entendo isso como liberdade de expressão, nada mais além disso. O fato de citar o AI-5, coisa que existia na Constituição passada, eu não vejo nada de mais. Foi em um contexto de descambar o Brasil aqui não para movimentos sociais e reivindicatórios, mas para algo parecido com terrorismo, como vem acontecendo no Chile”, declarou Bolsonaro durante uma entrevista ao Jornal da Record veiculada na noite de segunda-feira (02).

Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou que tanto seu filho quanto seu auxiliar poderiam ter usado “outra expressão”, mas disse não ver razão para “tanta pressão em cima dos dois”.

“Agora pediram até a cabeça do Paulo Guedes para mim, quando ele falou em um contexto de o Brasil descambar para movimentos que passavam ao largo de serem movimentos sociais reivindicatórias”, disse Bolsonaro na entrevista. O presidente não especificou quem lhe pediu a demissão de Guedes após a fala do ministro sobre o AI-5, decreto editado durante o regime militar que dava amplos poderes ao presidente.

“Está indo muito bem o governo, em especial a área econômica. Então, os que pedem a cabeça do Paulo Guedes ou pediram, é exatamente com o objetivo de nos desestruturar na questão econômica. O Paulo Guedes está firme, sem problema nenhum, fazendo um brilhante trabalho. A reforma mais importante que tínhamos pela frente era a previdenciária e ele conduziu com êxito exemplar. Temos agora a lei da liberdade econômica, muitas coisas estão vindo aí. O Brasil está mudando com o comando do Paulo Guedes, obviamente na questão econômica”, acrescentou o mandatário.

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