Bolsonaro quebra tradição de 14 anos ao não reconduzir Raquel Dodge à PGR

Atual Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Desfazendo a tradição de indicar o procurador-geral da República a partir da lista tríplice, o presidente Jair Bolsonaro também interrompeu o costume de reconduzir o atual procurador, neste caso, Raquel Dodge, ao cargo. Este movimento vinha sendo realizado nos últimos 14 anos. O chefe do Executivo anunciou nessa quinta-feira (5) que, com o fim do mandado de Dogde no dia 17 de setembro, o novo PGR será Augusto Aras.

A única vez em que houve exceção foi no caso de Cláudio Fonteles, em 2005, quando o mesmo optou por não concorrer ao cargo. A tradição de escolher um nome com base no documento da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) começou em 2003, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicando Fonteles. A partir de 1988, o cargo passou a ser escolhido obrigatoriamente dentre os membros da carreira e ganhou independência funcional, não podendo ser demitido.

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