Bolsonaro se manifesta sobre protestos em defesa da educação e afirma que alunos são “idiotas úteis”

Presidente Jair Bolsonaro se manifesta sobre os protestos contra corte de verbas em instituições públicas do país. (Foto:Valter Campanato/Agência Brasil.)

Em viagem oficial aos Estados Unidos nesta quarta-feira, 15, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro se manifestou acerca dos protestos que estão ocorrendo no país em defesa dos recursos para a educação. Segundo ele, essas manifestações são feitas por “idiotas úteis”, classificados como “militantes” e “massa de manobra”.

Quando questionado sobre o motivo desses protestos que estão acontecendo em todos os estados brasileiros e o distrito federal, o presidente afirmou que os alunos que estão nas ruas servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.

“É natural [que haja protesto], mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil“, afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas.

Bolsonaro estava cercado de apoiadores que o ovacionavam com palavras como “mito”, enquanto concedia uma entrevista coletiva aos jornalistas presentes no local. O presidente reiterou ainda que não há cortes na educação e sim um contingenciamento obrigado pela crise econômica brasileira e afirmou que não gostaria de fazer nenhum bloqueio de verbas, em especial na educação, mas afirmou que o setor está “deixando muito a desejar” nos últimos anos.

“Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar”, declarou.

Na avaliação do presidente, a alta taxa de desemprego no país — cerca de 14 milhões de desempregados— vem da baixa qualificação dos trabalhadores. Bolsonaro declarou que durante os governos do PT não havia preocupação com a educação.

Os protestos estão sendo realizados ao longo do dia em todos os estados do país em retaliação à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que contingenciou 30% do orçamento discricionário das universidades federais.

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