Caso Bernardo: Edelvânia, amiga de Graciele, presta depoimento no quarto dia de julgamento

Acusada de auxiliar a amiga Graciele na ocultação de cadáver. (Foto: Reprodução/TJRS)

Edelvânia Wirganovicz é a segunda testemunha a depor no quarto dia do julgamento do ‘Caso Bernardo’. Ela é amiga de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, e acusada de ter ajudado na ocultação do corpo do menino em Frederico Westphalen. O crime aconteceu em abril de 2014.

Graciele prestou depoimento por volta das 09h20 da manhã desta quinta-feira (14) e respondeu as perguntas do advogado de defesa Pompeo de Mattos, da juíza Sucilene Engler Werle e do advogado de Edelvânia Jean Severo. Ela se recusou a responder os promotores do Ministério Público.

Acompanhe os principais momentos do depoimento:

  • Começa o depoimento de Edelvânia Wirganovicz.
  • Edelvânia chora e diz não saber o que acontecia com o menino Bernardo. Ela afirma que não conhecia o menino.
  • Ela afirma que Graciele já tinha dito para ela que não gostava da criança.
  • A ré afirma que Graciele teria ido a Frederico Westphalen encontrar o amante, e não comprar a soda caustica como havia sido apurado.
  • Edelvânia afirma que comprou o remédio encontrado com o menino a pedido de Graciele.
  • Ela afirma que comprou uma pá e levou até o apartamento. Diferente do depoimento de Graciele que disse que a cova foi feita com um “macaco”.
  • Edelvânia disse que Graciele deu muitos remédios para Bernardo se acalmar, a madrasta estava nervosa pois estava atrasada para o encontro com o amante.
  • Ela diz que tentou prestar socorro para o menino, mas Graciele não permitiu.
  • “Tu vai ter me ajudar a dar um sumiço no corpo deste menino”, diz Edelvânia sobre o que Graciele disse para ela após constatar a morte de Bernardo.
  • Edelvânia diz que foi ela que cavou a cova, com um “macaco”, utilizado para trocar pneu do carro dela. Ela disse pois trabalhou na lavoura até ter 17 anos. Defende que o irmão não tem nenhuma relação com o crime.
  • Depois do crime, Edelvânia procurou Graciele para dizer que iria “entregar tudo” e contar à Polícia onde estava o corpo de Bernardo. A madrasta a ofereceu dinheiro, mas Edelvânia não aceitou. Foi aí que ela decidiu mostrar para os investigadores onde estava o corpo do menino.
  • Ela afirma que, quando chegou na delegacia, foi orientada e coagida pelas delegadas a falar coisas que não eram verdade a respeito do crime. “A delegada queria [prender] o Leandro”, atestou Edelvânia.
  • Edelvânia desmaia e cai da cadeira pouco antes de iniciarem as perguntas do Ministério Público. Juíza suspende sessão para que ela receba atendimento médico.
  • Júri está suspenso. Ministério Público aguarda informações sobre a saúde da ré e a decisão da juíza sobre o prosseguimento da sessão.
  • Juíza suspende a sessão. Retornará às 14h.
  • A sessão inicia após intervalo de aproximadamente uma hora e meia.
  • Advogado de Edelvânia informa que ela não irá mais responder nenhuma pergunta e finaliza a sessão.

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