Caso Marielle: Bolsonaro afirma que tem evidência de que ligação não foi feita para sua casa

Segundo Bolsonaro (foto), ele pediu ao filho, o vereador Carlos Bolsonaro, que buscasse os registros de chamadas do condomínio onde morava no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em seu último dia na Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que obteve uma evidência de que Élcio Queiroz, acusado de ser o motorista do carro em que estava o assassino de Marielle Franco, não ligou para a sua casa e não falou com ele no dia do assassinato da vereadora.

Segundo o presidente, ele pediu ao filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que buscasse os registros de chamadas do condomínio onde morava. Bolsonaro também disse que acionou o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, para apurar a conduta dos investigadores do caso através do Ministério Público e voltou a acusar o governador do Rio, Wilson Witzel, de atuar “criminosamente” para envolvê-lo no inquérito.

“O meu filho foi na portaria e pegou os registros de voz, inclusive para aquele horário onde foi feita a ligação. Não foi para a casa minha e a voz que se apresenta está muito longe de ser a minha”, disse Bolsonaro a jornalistas após participar de um evento do conselho de comércio da Arábia Saudita.

Segundo depoimento do porteiro, Élcio teria entrado na portaria do condomínio no dia da morte de Marielle e registrado que iria à casa 58, onde mora Bolsonaro. O porteiro, então, teria pedido autorização na casa pelo interfone para liberar o visitante, e teria recebido aval do “seu Jair”. Há registros de que o então deputado federal estava na Câmara dos Deputados na ocasião.

Bolsonaro voltou a acusar Witzel de atuar com a Polícia Civil para tentar incriminá-lo. “Tem um registro [de ligação], sim, para outra casa. Agora, nos surpreende a qualquer um a Polícia Civil, o delegado que está fazendo o inquérito ignorar isso e inventar um depoimento que, no meu entender, foi por ordem e determinação do senhor governador Witzel para tentar me prejudicar”, disse.

O presidente também afirmou que conversou nesta quarta-feira (30) com Sérgio Moro para que ele tome providências sobre o caso. “Conversei com o ministro da Justiça. Nós vamos tomar as providências, logicamente passando pela Procuradoria-Geral da República, para que sejam investigadas essas pessoas que fizeram com que em depoimentos constassem informações que apenas atrapalhavam o processo e visavam incriminar o presidente da República”, disse.

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