Chacina em prisão do Pará deixa 57 mortos

Nesta segunda-feira (29), aconteceu uma rebelião dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, devido a uma briga entre facções criminosas. A rebelião deixou cerca de 57 mortos, sendo cerca de 41 mortos por asfixia e 16 decapitados, segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).

O massacre está sendo considerado o maior desde o do Carandiru, em 1992, quando 111 detentos foram assassinados. O caso mais recente ocorreu em unidades prisionais de Manaus, em maio, contabilizando um total de 55 mortos.

De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), no início da manhã, presos de uma facção criminosa invadiram o anexo do presídio, onde estavam integrantes de um grupo rival, e atearam fogo no local. Alguns detentos morreram por asfixia. A confusão só terminou por volta das 12h. Dois agentes penitenciários chegaram a ser mantidos reféns por uma hora, mas foram liberados.

Uma inspeção feita no mês de julho, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), constatou que o local estava superlotado e em condições precárias. O local, que deveria abrigar 163 presos, tinha cerca de 343 detentos em regime fechado.

O governo do Pará determinou a transferência de 46 detentos suspeitos de participação no massacre. Desses, dez líderes de facções irão para um presídio federal, em vagas oferecidas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Os demais serão distribuídos em unidades estaduais no Pará.

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