Chamado de milagreiro por Edílson, Roger começa a ser questionado como técnico do Grêmio

Todos os sinais de alerta e alarmes soaram alto no Grêmio depois da goleada de 4 a 0 sofrida do Coritiba na última quarta-feira (07), no Couto Pereira. Além da atuação pavorosa do time, a sequência de resultados ruins deixa o time a dez pontos do líder Palmeiras e com a classificação à Libertadores ameaçada. Assim, o clube procura as explicações para a queda de produção, que implicaria numa correção de rumos. O técnico Roger Machado começa a sofrer restrições mais sérias.

O Grêmio somou apenas quatro pontos nos últimos 15 disputados. E o vexame no Paraná foi a cereja sobre o bolo. O esquema tático de Roger com três volantes foi muito criticado, o que fez o lateral Edílson sair em defesa do treinador, dizendo que o grupo de jogadores do Tricolor é carente. “O Roger até está fazendo milagre com o grupo que tem. Poderíamos estar mais atrás na competição com outro treinador. Acho que é um dos melhores do Brasil”, afirmou Edílson. “Temos que assumir nossos erros e limitação com o grupo. Por vezes, temos muitos meninos e o Roger precisa de soluções. Nem sempre eles (jovens) são soluções. No Corinthians, tinham dois jogadores do mesmo nível, com muitos atletas no plantel. Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo, uns cinco ou seis têm isso. Para ser campeão tem que ter elenco”, acrescentou.

O presidente Romildo Bolzan convocou reunião de recuperação, com a finalidade de criar um ambiente de vitórias para o time. “Não é para explicação nem para avaliação. É para criar um ambiente positivo e recuperar o que temos de melhor. O que temos de característica como um time que joga um dos melhores jogos do País. É recuperar nossa autoestima, capacidade de indignação, jogando a bola que estamos acostumados, não esses últimos jogos. Temos condições”, declarou o dirigente.

Tendo trabalho reconhecido no Brasil, Roger não corre, em princípio risco de demissão, mas o ambiente é tenso e um novo fracasso contra o Palmeiras no domingo (11) poderá complicar a situação do treinador.

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