Chile enfrenta maior revolta das últimas décadas

No último final de semana, a capital do Chile, Santiago, foi marcada por protestos violentos. Após confrontos terem deixado ao menos sete mortos, o governo chileno declarou, nesse domingo (20), estado de emergência nas cidades do norte e sul do país. Os protestos contra o governo se espalharam para outras cidades após o início na capital. O aumento no preço dos bilhetes do metrô desencadeou as violentas manifestações contra o elevado custo de vida e as desigualdades sociais no país.

Chile enfrenta protestos violentos (Foto: reprodução/ Twitter)

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirma que país está “em guerra” contra “criminosos” responsáveis pelos protestos que iniciaram na sexta-feira (18). “Estamos em guerra contra um inimigo poderoso e implacável, que não respeita nada ou ninguém e que está disposto a usar a violência sem limites, mesmo quando isso significa a perda de vidas humanas, com o único objetivo de causar o máximo de dano possível”, disse Piñera.

O presidente chileno diz que compreende que os cidadãos se manifestem, mas que considera “verdadeiros criminosos” os responsáveis pelos incêndios, as barricadas e pilhagens, assim como pelos mortos e feridos. Manifestantes com a cara coberta com capuzes envolveram-se em confrontos com policiais na Praça Itália, centro da capital. As autoridades dispararam gás lacrimogênio e jatos de água em manifestantes.

No sábado, Piñera decretou estado de emergência na capital por 15 dias e suspendeu o aumento dos preços no transporte. Apesar disso, as manifestações e os confrontos prosseguem nas cidades do país. O estado de emergência permanece em vigor na capital e em outras regiões do país, com a mobilização de mais de 10 mil policiais.

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