Confiança do consumidor sobe em junho, mas recompõe apenas parte do impacto da pandemia

Legenda da imagem: Para pesquisadora, redução do pessimismo é influenciada por esperança de que a flexibilização das medidas de isolamento social leve a uma melhora. (Foto: Reprodução)

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) divulgado nesta quarta-feira (24) pela FGV (Fundação Getulio Vargas) subiu 9 pontos em junho, para 71,1 pontos. Apesar do segundo mês seguido de alta, a recuperação recompõe apenas 44% das perdas sofridas no bimestre março-abril.

Entre as classes de renda, houve recuperação da confiança para todas as famílias, principalmente para a faixa de renda mais baixa, influenciada principalmente pela melhora das expectativas referentes às finanças familiares e de melhores condições do mercado de trabalho.

“Houve nova redução do pessimismo em relação ao futuro próximo e, desta vez, também uma discreta diminuição da insatisfação com a situação corrente. As expectativas em relação à economia parecem influenciadas por uma esperança de que a flexibilização das medidas de isolamento social leve a uma melhora das condições do mercado de trabalho, aliviando, assim, as finanças familiares.

Ainda é cedo, contudo, para se vislumbrar uma melhora consistente do consumo das famílias”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Em junho, houve melhora das avaliações sobre a situação atual e das expectativas em relação aos meses seguintes. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu 5,6 pontos, para 70,6 pontos, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de queda. O IE (Índice de Expectativas) avançou 11,1 pontos para 72,8 pontos, recuperando 47% das perdas entre março e abril desse ano.

O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação atual da economia aumentou 1,3 ponto, para 73,2 pontos, enquanto o índice que mede a satisfação com a situação financeira familiar atual subiu 9,7 pontos, para 68,5 pontos.

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