Confirmados 14 casos de toxoplasmose em Santa Maria

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde confirmou, na quinta-feira (19), 14 casos de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Desde março, o órgão e os profissionais da área da saúde do município investigam um aumento no número de casos com quadro de febre, dores no corpo, na cabeça e cansaço, inicialmente sem causa definida.

A toxoplasmose é uma zoonose causada por protozoário, o Toxoplasma gondii. A transmissão pode ocorrer por via transplacentária, ingestão de água e alimentos contaminados, transplante de órgãos ou transfusão sanguínea de doador infectado.

O período de incubação é, em geral, de dez a 23 dias no caso de carne crua ou mal cozida e de cinco a 20 dias no caso de contaminação direta pelas fezes dos gatos. O quadro clínico pode variar desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas graves. Casos sintomáticos agudos em geral apresentam febre, dores no corpo e na cabeça e aumento dos linfonodos. Há casos em que ocorre pneumonia difusa, miocardite (inflamação do miocárdio), miosite (inflamação muscular), hepatite ou encefalite (inflamação do cérebro).

Também pode cursar com hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço), plaquetopenia (número baixo de plaquetas) e leucocitose linfocítica (aumento do número de linfócitos). O tratamento de casos agudos é controverso, mas há consenso no tratamento de gestantes, recém-nascidos, portadores de lesões oftalmológicas e imunodeprimidos, ou na vigência de comprometimento de outros órgãos, em imunocompetentes.

Prevenção

Para prevenir a doença, evite comer alimentos crus; não prove a carne crua durante a preparação; coma verduras e legumes sempre bem lavados; congele a carne por três dias, a 15ºC negativos; lave bem as mãos após manipular carnes cruas e antes de comer; evite contato com fezes dos gatos ou lave bem as mãos após isso ocorrer; mantenha seu gato bem alimentado para que ele não precise caçar para comer; nunca lhe dê carne crua; evite que ele ande pelas ruas; a caixa de dejetos dos gatos deve ser renovada a cada três dias e colocada ao sol com frequência.

Cães também podem transmitir toxoplasmose ao sujarem o pelo no solo onde haja fezes de gato; evite acariciar cães que andem soltos; controle ratos e insetos como moscas, baratas e formigas, descartando corretamente o lixo doméstico e os dejetos das criações de animais; lave bem as mãos e as unhas após trabalhar na terra (horta ou jardim). A água pode ser contaminada por fezes de gatos. Mantenha os reservatórios bem fechados e se a água não for tratada, deve ser fervida antes do consumo.

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