De olho em 2022, aliados defendem que Bolsonaro se filie a partido e avaliam Centrão

Além dos partidos do Centrão, um grupo de assessores defende que o melhor seria o presidente se filiar ao Patriotas ou ao PSL. (Foto: Alan Santos/PR)

Após a derrota da antipolítica nas urnas do primeiro turno e o fortalecimento de partidos políticos tradicionais, assessores do presidente Jair Bolsonaro passaram a defender nos bastidores que ele se filie a uma legenda de olho em estrutura para a disputa de 2022.

Em 2018, Bolsonaro se elegeu filiado ao PSL – mas brigou com a sigla e saiu da legenda. Anunciou que fundaria um novo partido, o Aliança, mas, até agora, a ideia na saiu do papel. Para se preparar com foco em 2022, Bolsonaro pode integrar alguma legenda já existente – e os partidos do Centrão não estão descartados.

Aliados do presidente avaliaram nesta quinta-feira (19) que Bolsonaro tem “boa relação “ com setores do PP, comandado pelo senador Ciro Nogueira, com o PTB, que tem como principal cacique Roberto Jefferson, além do Republicanos.

Bolsonaro já foi do PP. Na campanha de 2018, fez discurso contra o que chamava de velha política e a favor do combate à corrupção, praticamente uma ode à Lava-Jato. Muitos partidos do Centrão estavam na mira da Lava-Jato.

Na época da disputa presidencial, integrantes do grupo mais próximo do presidente, como o ministro Augusto Heleno, chegaram a debochar publicamente do Centrão, insinuando que o bloco tinha interesses fisiológicos.

Em meados de 2020, no entanto, o governo Bolsonaro tomou outro rumo e se aproximou do Centrão, entregando cargos e negociando em troca de apoio no Congresso. Agora, uma futura filiação a um desses partidos também está em debate.

No caso do Republicanos, dois Bolsonaro já migraram: o senador Flavio e o vereador Carlos Bolsonaro. Também está cogitado nos bastidores uma conversa com o Patriotas.

Além dos partidos do Centrão, um grupo de assessores defende que o melhor seria o presidente se filiar ao Patriotas ou ao PSL. Mas, no caso do PSL, bolsonaristas querem a saída de desafetos do presidente – como Major Olímpio e Joice Hasselman – para avançar nas conversas.

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