Deflagrada operação contra o comércio ilegal de palmito no Rio Grande do Sul

Produto causa riscos à saúde humana (Foto: Marjuliê Martini/MP/Divulgação)

O MP (Ministério Público), com o apoio da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Centro Estadual de Vigilância Sanitária e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, deflagrou nesta sexta-feira (09) a segunda etapa da Operação Ju$$ara para combater o comércio ilegal de palmito no Rio Grande do Sul.

Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, cinco de medidas alternativas à prisão, além de sete de busca e apreensão nas cidades de Vale do Sol, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Canoas. Os investigados são suspeitos de extraírem e venderem conservas de palmito da espécie Juçara, protegida por lei. Além do crime ambiental, existem riscos à saúde humana, já que o palmito, se preparado sem condições básicas de higiene, pode causar a doença conhecida como botulismo, que provoca o comprometimento progressivo do sistema nervoso e paralisia dos músculos respiratórios.

A prisão preventiva foi decretada contra o líder da organização criminosa e proprietário da empresa Natusol Agroindústria e Comércio Ltda., com sede em Vale do Sol. Ele e outras cinco pessoas são investigadas pela extração, beneficiamento, venda e revenda de palmito da espécie Juçara. De acordo com as investigações, a Natusol possui autorização apenas para a produção das conservas de palmito da espécie Real e Pupunha. No entanto, a empresa comprava de extratores clandestinos o palmito Juçara in natura e o vendia puro ou misturado aos produtos permitidos.

Depois de industrializados, os palmitos eram revendidos ao comércio atacadista de várias cidades, que por sua vez repassavam a bares e restaurantes. O líder do grupo criminoso é responsável por encomendar a coleta do palmito Juçara diretamente aos extratores. O filho dele também faz parte do esquema, assim como a esposa, gerente operacional da atividade.

Outra empresa que vendia palmito clandestino é a Conservas Hirsh Ltda., de Santa Cruz do Sul. As duas empresas comercializavam para diversas regiões do Estado, especialmente em Canoas (empresa Defendi & Azolini Ltda.) e São Leopoldo (atividades ilegais realizadas por Paulo Roberto Nazário).

Os responsáveis pelas duas revendas sabiam da ilegalidade e, por isso, também são alvo da operação. Eles revendiam o produto para diversos estabelecimentos comerciais, como restaurantes, pizzarias e armazéns. Os dois já foram denunciados pelas mesmas práticas, investigadas pela Operação Ju$$ara I, deflagrada em novembro de 2015 no Litoral Norte gaúcho e na Serra.

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