Deflagrada operação para coibir ações de criminosos que disputavam o controle no interior de presídio de Cruz Alta, no Noroeste do Estado, inclusive ameaçando agentes penitenciários

A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Cruz Alta, com o apoio da Brigada Militar, deflagrou a Operação La Catedral, em Cruz Alta, no Noroeste do Estado, na manhã deste domingo (18). O objetivo é coibir ações de integrantes de grupos criminosos que disputam o controle no interior do Presídio Estadual de Cruz Alta, inclusive ameaçando agentes penitenciários.

Durante a ofensiva, 15 pessoas foram presas. Foram apreendidos quatro revólveres, uma garrucha, uma espingarda, uma pistola 9mm, munições, celulares, um drone, uma motocicleta, uma adaga, um notebook, dois coldres e pequena quantidade de substância semelhante à maconha.

No dia 13 de fevereiro ocorreu um tumulto no Presídio Estadual de Cruz Alta, onde dois grupos se enfrentaram, em disputa pelo controle da casa prisional, resultando na morte de um apenado. Iniciaram a disputa entre dois apenados de facções diferentes, uma do bairro Progresso e outra da Cohab.

O apenado do bairro Progresso teria chamado o apenado da Cohab para supostamente negociar um acordo de paz, o que seria uma armadilha para matá-lo. O plano teria dado errado e então teria mandado o apenado que morreu no dia 13 agredir e/ou matar um outro preso, irmão do apenado da Cohab, dando início ao conflito.

Nesse enfrentamento, os seguranças do irmão do apenado da Cohab mataram a vítima no dia 13 e feriram outros dois indivíduos da organização criminosa do bairro Progresso. Diante disto, 14 presos foram transferidos pela Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), dentre eles, os apenados envolvidos nos fatos.

Segundo a delegada regional, Caroline Virginia Bamberg, os agentes penitenciários começaram a receber severas ameaças de morte, via telefone e por várias pessoas. As ameaças foram mais intensas contra um casal de agentes penitenciários, extensivas à família destes. “Um veículo parou em frente à casa prisional durante a madrugada, nesta semana, onde indivíduos gritaram que os agentes iriam morrer”, relatou a delegada.

Apurou-se que tais ameaças partem do grupo da organização criminosa do bairro Progresso, uma vez que o descontentamento destes com a administração penitenciária é conhecida, pois esta tem barrado a vinda de dois irmãos de seu líder, que estão presos em outros presídios.

Aproximadamente 100 policiais civis de várias regiões policiais e 30 policiais militares cumpriram 32 mandados de busca e apreensão em domicílios situados no bairro Progresso e arredores, nas casas dos familiares e cúmplices do grupo criminoso. A operação contou com a participação da Divisão de Apoio Aéreo, que empregou o helicóptero da instituição.

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