Dívida pública federal bate novo recorde e atinge R$ 3,11 trilhões

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo, teve aumento de 11,42% no ano passado, para R$ 3,11 trilhões – o maior patamar da série histórica, que começou em 2004, segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). No fim de 2015, a dívida estava em R$ 2,79 trilhões.

Em valores nominais, o crescimento da dívida pública no ano passado foi de R$ 319 bilhões. Em 2015, a dívida pública havia registrado crescimento maior, de 21,7%, ou R$ 498 bilhões, enquanto no ano anterior, a expansão registrada havia sido de 8,15%, ou R$ 172 bilhões, segundo números oficiais.

A dívida pública é emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

Gastos com juros

O crescimento da dívida pública no ano passado está relacionado, principalmente, com as despesas com juros, no valor de R$ 330 bilhões. Em 2012, 2013, 2014 e 2015, respectivamente, as despesas com juros da dívida pública somaram R$ 207 bilhões, R$ 218 bilhões, R$ 243 bilhões e R$ 367 bilhões.

Dívidas interna e externa

No caso da dívida interna, segundo o Tesouro Nacional, foi registrado um aumento de 12,67% em 2016, para R$ 2,98 trilhões. Nesse caso, o crescimento foi de R$ 336 bilhões. Já no caso da dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, o governo contabilizou uma queda de 11,42% em 2016, para R$ 126,52 bilhões. A alta da dívida externa foi de R$ 16,32 bilhões.

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