Dois aviões da companhia aérea que transportava a Chapecoense são confiscados na Bolívia

A Procuradoria da Bolívia confiscou nesta quarta-feira (07) dois aviões da companhia aérea LaMia que estavam desde 2014 em um hangar militar no Centro do país, dentro das investigações do acidente com a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense.

A ação foi comandada pela promotora Jacqueline Ponce, que esteve acompanhada por membros da Força Aérea Boliviana no hangar onde estavam os aviões Avro Regional Jet 85 para manutenção, em Cochabamba. A aeronave que caiu era a única da empresa que estava em funcionamento.

“Estas aeronaves estão agora à disposição do Ministério Público, dentro da investigação”, disse Jacqueline. Os aviões foram confiscados “como elementos relacionados com o crime ou como produto do crime” e é provável que sirvam “para o pagamento de prejuízos”, explicou.

Ela afirmou que o Ministério Público investiga os coproprietários da LaMia e uma funcionária do órgão de controle de voos do país, que questionou o plano de voo do avião antes do acidente na Colômbia. Entre os crimes apurados estão “abandono do dever, abuso de influência, desastres no meio de transporte, homicídio, homicídio culposo, lesões gravíssimas e lesões culposas”.

Enquanto isso, a Força Aérea também informou que iniciou um processo penal contra a LaMia por uma dívida equivalente a cerca de 48.200 dólares por serviços de manutenção prestados entre abril e outubro de 2014. O avião da Lamia que transportava a Chape caiu na madrugada do dia 29 de novembro, a poucos quilômetros da pista do Aeroporto Internacional José María Córdova, em Medellín.

O acidente provocou a morte de 71 de seus 77 ocupantes. Apenas seis pessoas sobreviveram. Promotores da Bolívia, do Brasil e da Colômbia estiveram reunidos nesta quarta em Santa Cruz de la Sierra para compartilhar informações e analisar os próximos passos nas investigações, assim como constituir uma comissão para trabalhar em conjunto.

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