Dólar ultrapassa R$ 4,28, maior cotação da história, sob efeito do coronavírus

Nas casas de câmbio o dólar encosta nos R$ 4,50, variando entre R$ 4,40 e R$ 4,48.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (31), devido à tensão gerada pelo avanço do coronavírus. A moeda americana superou os R$ 4,28. A máxima foi registrada às 13h38 em R$ 4,2862, alta de 0,67% no dia, a maior da história. Nas casas de câmbio o dólar encosta nos R$ 4,50, variando entre R$ 4,40 e R$ 4,48. Neste mês a moeda já se valorizou em 6,72% e, nos últimos 12 meses, 17,02%.

O receio do mercado financeiro é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais diretos e abrangentes sobre a atividade econômica, baseado no histórico da epidemia de SARS de 2002 a 2003, também na China.

Caso o cenário na China fique mais positivo em função de algum fato novo, como uma possível vacina para o vírus, o câmbio pode rapidamente voltar a um patamar mais baixo.

O Ibovespa, neste cenário, pode encerrar janeiro com a primeira variação negativa para o mês em quatro anos e terminar em baixa pela segunda semana seguida.

O Ibovespa havia fechado o primeiro mês com alta de 10,82% em 2019, de 11% em 2018 e de 7,38% em 2017, tendo acumulado perdas de 6,79% em 2016. O recuo desta sexta-feira, de novo, é quase generalizado – apenas 8 ações (das 73) subiam, mas com alta inferior a 1,00%. Até 12h45, o índice acumulava 4,10% no mês e declínio de 1,83% na semana.

Após atingir máxima a 115.518,20 pontos, foi à mínima a 113.425,39 pontos. Entre o fechamento de quinta-feira e até as 12h36, perdia em torno de 2 mil pontos. Nesse horário, o Ibovespa caía 1,74%, aos 113.520,93 pontos, às 12h36.

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