Eduardo Battaglia Krause detalha a importância das vias navegáveis no País

Eduardo Battaglia Krause. Foto: Jackson Ciceri- O SUL

Eduardo Battaglia Krause, representando o ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, Eliseu Padilha,  é advogado e por 39 anos exerceu cargos públicos nas áreas de gestão, infraestrutura e desenvolvimento. Sobre sua experiência, disse que gostaria de contribuir para o debate, com um posicionamento técnico. “O mundo público não foge do empenho, liquidação e pagamento”. Ou seja, é preciso ter reservas para investir e é possível registrar isto no dia a dia da administração, com saldo financeiro para bancar os compromissos. “Esta é a questão hoje nossa do RS, não quero me manifestar sobre a problemática do Estado, mas quero salientar que houve erros no passado, embora não seja produtivo olhar para trás. Um novo caminho teve que ser construído e o governo fez a sua opção. Este é um fato concreto que estamos vivendo”.

Entrando no tema do Fórum, mencionou a importância do Porto de Rio Grande, “o único das Américas por onde se passa por 4 modais”.  O Porto de Santos não tem sistema hidroviário, como detalhou. “Olhar para as hidrovias como o Estado está olhando, muda a realidade do Estado. O Porto de Rio Grande é cada vez mais concentrador de cargas, onde entra e sai muita mercadoria, e com isso o poder privado e o Estado ganham. Uma das primeiras concessões do Brasil foi o Porto de Rio Grande. Ações não custam dinheiro, o Porto é superavitário e gera resultados para nossa economia. Quanto mais incentivarmos as hidrovias, maior o desenvolvimento, com vida própria e geração de receita tão necessária hoje”.

Ele citou o Canal do Panamá e disse que 60 por cento das cargas que por ali passam tem como destino Estados Unidos e Canadá, enquanto que 30 por cento descem para o Porto de Rio Grande, que não disputa com o Brasil, por ser “o Brasil um grande navegador no  Oceano Atlântico. A atratividade do cenário internacional passa pela carregamento e distribuição de cargas”.

A importância da segurança jurídica é outro ponto citado pelo painelista, numa abordagem aos desafios do País. “É importante abrir o mercado para diversos modais, estimular a iniciativa privada e criar melhorias de negócios. A s novas determinações para a atuação das agências regulatórias também foi citada. ” O ambiente para criar melhorias para os empreendedores do mercado interno vai melhorar o cenário para que possamos mostrar  lá fora um país diferente. Nenhum país consegue crescer de forma consistente sem que desenvolva antes de forma sólida suas legislações”.

 

 

 

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