Eduardo Leite repudia a fala de Jair Bolsonaro sobre a morte do pai de presidente da OAB


Governador Eduardo Leite durante evento no Palácio Piratini. (foto: Gustavo Mansur/ Divulgação Palácio Piratini)

O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou nesta manhã (30) sobre a declaração do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro sobre a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar. “É de ser repudiada e é inclusive que se busque uma retratação”, ressalta, depois de um evento no Palácio Piratini.

O governador também ressaltou o trabalho da Comissão Nacional da Verdade, no qual investigaram os fatos que ocorreram durante o período militar. “Há uma Comissão da Verdade, há um grupo de pessoas que estudou, que analisou, e que identificou o que aconteceu naquele período. Isso precisa ser respeitado e é preciso respeitar a memória de pessoas que foram efetivamente perseguidas pelo regime militar. É um fato. Não há versões dessa história. É um fato estabelecido”, explicou.

Nesta terça-feira (30), Bolsonaro contestou a autenticidade dos documentos que foram elaborados pela Comissão Nacional da Verdade, que foi produzida pela ex-presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira (29), enquanto o presidente cortava os cabelos foi realizada uma transmissão ao vivo pela internet, e ele falava em ter recebido informações do período em que Fernando Santa Cruz foi assassinado por outros militantes da Ação Popular, mas do Rio de Janeiro.

Santa Cruz foi morto em fevereiro de 1974 pela ditadura militar, porém não consta nenhum envolvimento com a luta armada. A confirmação é do coordenador da Comissão Nacional da Verdade entre 2013 e 2014, Pedro Dallari.

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