Eliseu Padilha fala na Farsul sobre PEC, previdência e planos de Governo

Heitor Müller (presidente da Fiergs), Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil), Carlos Sperotto (presidente da Farsul), Ernani Polo (Secretário de Agricultura do RS) e Gedeão Pereira (vice-presidente da Farsul).
Fotos: Jackson Ciceri/O SUL
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A Farsul (Federação da Agricultura do RS) promoveu um almoço em sua sede, em Porto Alegre, nesta sexta-feira (28), com a presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao lado de representantes da comunidade empresarial gaúcha, autoridades, convidados e imprensa. O presidente da entidade, Carlos Sperotto, afirmou que a iniciativa do encontro partiu da Farsul, “por esta reunir todas as cadeias produtivas e aglutinar representantes de núcleos de produção de todo o RS”.
Eliseu Padilha foi claro em atestar que o Brasil passa por sua pior crise e abordou os desafios que o Governo precisa enfrentar, entre eles, induzir o crescimento econômico, conter o déficit da União e gerar empregos. “Tudo o que é do Governo é de cada um de nós. Os recursos públicos não existem, são da sociedade”, salientou.
O ministro-chefe da Casa Civil reiterou que os objetivos do Governo Federal não incluem aumento de impostos, uma vez que a carga tributária já é excessivamente elevada para o cidadão e declarou que as mudanças que serão impostas passam pela PEC 241 que traduz “responsabilidade para a contenção dos gastos públicos, sem ultrapassar o que é arrecadado”, além da reforma da previdência, inevitável segundo ele. Cerca de 45% da despesa do Governo vai para a previdência, sendo que as perspectivas são de superar a casa dos 100% em 2036. “A reforma da previdência é fundamental”, acusou o ministro ao argumentar que a previdência foi criada para atender a uma expectativa de vida dos brasileiros que na época era de 57 anos, com famílias grandes, com até cinco filhos, realidade hoje totalmente oposta, quando a expectativa de vida chega a 80 anos e com 1,7 filhos por família. “Praticamente todos os países do mundo tem idade mínima para aposentadoria, com exceção do Brasil e do Equador, na América Latina, e o Brasil terá que se adequar a uma nova realidade. Não queremos tirar direitos de ninguém, nem mesmo direitos adquiridos”.
Eliseu Padilha diz que as reformas são necessárias para que o País volte a fazer investimentos em áreas como da pesquisa, ciência e tecnologia, para colocar o Brasil no rumo da competitividade internacional. “Até agora nós não investimos em pessoas, investimos em programas de perpetuação no poder, é hora de mudar este quadro”. Exemplificou a posição alcançada pela China, hoje entre os maiores PIBs do mundo e em crescimento permanente, ao lado da Índia, que deverá ocupar posição privilegiada no PIB mundial também, tendo apostado firme nas áreas de ciência e tecnologia. “E nós”, inquiriu ele? “Nós temos que mudar isto”, apontou ao dizer que no Governo de transição existe alinhamento entre ministérios da Fazenda, Planejamento e Casa Civil, “todos falando uma única voz”.
Como exemplo de recuperação do cenário, ele apontou as contratações de alta competência hoje à frente da Petrobrás, Eletrobrás e BNDES, nos ministérios, além da base política costurada com os partidos, hoje com uma composição de 414 deputados acordados a esta base governamental.
Com muita convicção, ele afirmou que após a PEC 241, “o Brasil será um País melhor”. Mencionou ainda a reforma trabalhista que está por vir, com um novo programa de geração de empregos e terceirização, além de políticas específicas para a reforma agrária e para a reforma indigenista.
Como novidade, adiantou que o Governo lança sua transparência, passando a ser um governo virtual, com todas as suas ações divulgadas em plataformas digitais, buscando interatividade com cada cidadão, desburocratização e agilidade. O principal objetivo é a “informatização do ambiente público com a participação dos cidadãos e melhora nas negociações”. Dados econômicos divulgados por ele incluem a redução da inflação para 4,5% em 2018 e a queda dos juros na ordem de 9,5% em 2020.

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