Em jantar, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado tentam unificar tese de reeleição e mapeiam o Supremo

No jantar em São Paulo do qual participaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na semana passada para tratarem da reeleição de Maia e Alcolumbre, a avaliação foi a de que é preciso unificar a tese jurídica para ambos, mas que ainda assim há dificuldades no STF para que ela prevaleça.

Alcolumbre e Maia viajaram de FAB (Força Aérea Brasileira) até São Paulo para o jantar na residência de Moraes no mesmo momento em que os senadores derrubavam o veto presidencial que vedava o aumento de salários do funcionalismo público, cujo impacto nas contas era de R$ 120 bilhões.

A leitura no jantar foi a de que é preciso defender uma tese de que presidentes da Câmara e do Senado podem se reeleger uma vez ao cargo e abandonar a tese defendida até então por Alcolumbre de que um senador pode se candidatar à reeleição à presidência da mesa em qualquer momento dentro do mandato de oito anos.

O consenso inclusive dentro do DEM, partido de ambos, é que é melhor os dois tentarem juntos a brecha jurídica para serem reconduzidos ao cargo do que separados. Mas ainda assim a perspectiva é de que haverá dificuldades no STF para fazer prevalecer a tese jurídica, qualquer que seja ela.

No mapa feito por seus interlocutores, adeririam à tese os ministros Alexandre de Moraes, anfitrião do encontro, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso . Iriam contra: Edson Fachin, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. A dúvida seria Cármen Lúcia e Luiz Fux.

O fato, porém, de Fux ser o próximo presidente da corte poderia ajudar no processo, tendo em vista que ele poderia fazer um aceno aos seus futuros colegas chefes de poderes.

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