Empresas de ônibus alertam que pode faltar combustível para a operação em Porto Alegre. A mudança nas tabelas já foi autorizada

A ATP (Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre) fez um alerta nesta quarta-feira (23) sobre a grave iminência de falta de combustível para os ônibus em função da mobilização que impede o fluxo de caminhões. Já a Metroplan (Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional) autorizou autorizar mudanças nas tabelas de ônibus.

Com o bloqueio das rodovias, que restringe a chegada do item aos postos e às distribuidoras, algumas empresas devem ficar, dentro de poucos dias, sem o diesel para abastecer os coletivos, informou a ATP.

Há casos, de acordo com a entidade, em que a urgência é ainda maior. “Há empresas que só têm estoque do produto para hoje. E há outras que têm estoque para apenas mais um ou dois dias de operação”, explicou o diretor executivo da ATP, Gustavo Simionovschi. Conforme o dirigente, “as concessionárias farão todos os esforços para manter o serviço funcionando”, entretanto, assim como definiu, “é uma situação que foge do controle das empresas, embora considerem que a motivação das manifestações é justa”.

Simionovschi falou sobre o problema que as operadoras também enfrentam com a alta constante do combustível. Desde o último reajuste da tarifa de ônibus, em março deste ano, o diesel subiu mais de 11%, o que representa um aumento de custo para as empresas na faixa de R$ 1,1 milhão no mês. “Como a alteração da passagem ocorre uma vez por ano, as empresas acabam arcando com o prejuízo até que haja a próxima revisão tarifária”, esclareceu o diretor.

Ajustes nas tabelas

A Metroplan informou que, considerando a dificuldade de abastecimento de combustível – diesel-, já identificado nas empresas de ônibus, a direção da Metroplan autorizou, por cautela, que as empresas circulem com escala de sábado, nos horários de baixa demanda.

Todas as ações estão sendo adotadas com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços e reduzir eventuais problemas.

De qualquer forma os horários de pico estão garantidos com a tabela normal.

São Paulo registra problemas nos transportes e no abastecimento

O SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) encaminhou nesta quarta-fira (23) uma correspondência à Prefeitura de São Paulo e secretarias de Mobilidade e Transportes, Segurança Pública e Segurança Urbana e SPTrans manifestando preocupação com a possibilidade de o transporte por ônibus na cidade ser afetado, a partir de amanhã (24) pela paralisação dos caminhoneiros.

O sindicato patronal afirma que das 14 empresas concessionária, oito estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira (24). As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação até esta sexta-feira, dia 25.

Já a Apas (Associação Paulista de Supermercados) informa que as paralisações já causam desabastecimento nos supermercados, em especial nos itens de frutas, legumes e verduras, que são perecíveis e de abastecimento diário. A entidade ressalta que também carnes e produtos industrializados, que levam proteínas no processo de fabricação, também estão com as entregas comprometidas pelos atrasos no reabastecimento. Em nota, a diretoria da Apas faz um apelo para que as negociações entre governo federal e caminhoneiros tenham resoluções imediatas para que a “população não sofra com a falta de produtos de necessidade básica”.

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