Enem tem o custo mais alto em cinco anos

O custo do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano anunciado pelo Ministério da Educação – R$ 788 milhões – é o mais alto em pelo menos cinco anos. Do ano passado para cá, o valor médio por candidato inscrito aumentou 44%, passando de R$ 63 para R$ 91.

O titular da pasta, Mendonça Filho, disse que o montante engloba dívidas deixadas pelo seu antecessor, Aloizio Mercadante, referentes ao Enem 2015. No entanto, contratos firmados com a gráfica RR Donnelley e com as bancas Cespe e Cesgranrio, responsáveis pela elaboração das provas, somaram R$ 697 milhões – valores empenhados em junho e julho deste ano, quando o novo ministro já havia sido empossado, e referentes à edição de 2016 do exame, conforme dados do Portal da Transparência.

Apenas esses contratos já ultrapassam em R$ 150 milhões o total do custo no ano passado, que, corrigido pela inflação, ficou em R$ 546 milhões.

Dívida quitada

Em nota, o petista afirmou que deixou o MEC sem débitos, pois os valores da edição de 2015 já estavam empenhados. O número inicial cravado pelo MEC em uma publicação em seu site foi de R$ 828 milhões – que acabou reparado pela pasta após questionamento da reportagem. “O orçamento previsto para o Enem 2016 é de R$ 788.345.024”, corrigiu o ministério, alegando que o primeiro valor considerou número de alunos inscritos, mas não confirmados.

Crescimento

O ministério ainda justificou o aumento em função de uma maior quantidade de provas (o número de inscritos foi 11% maior do que em 2015) e de materiais administrativos, além da implementação de dispositivos de segurança, como a ficha de identificação biométrica e detectores de metais nas portas de todos os banheiros, “o que demanda maior número de pessoas e equipamentos”.

O Enem ocorrerá nos dias 5 e 6 de novembro em todo o País, envolvendo cerca de 600 mil pessoas entre a preparação e a aplicação das provas. Serão impressos 16 milhões de exames.

Comentários