Estudo aponta boa resposta de anticorpos após vacina da Pfizer em contaminados

Mas, pessoas que foram infectadas e receberam uma única dose tiveram respostas ainda mais fortes. (Foto: Divulgação)

Um amplo estudo realizado em toda a Inglaterra encontrou forte proteção de anticorpos em pessoas que receberam as duas doses da vacina Pfizer/BioNTech. Mas, pessoas que foram infectadas e receberam uma única dose tiveram respostas ainda mais fortes.

O estudo REACT-2 realizado por cientistas do Imperial College London descobriu que três semanas depois de receber a primeira dose da vacina Pfizer/BioNtech, 84% das pessoas com menos de 60 anos testaram positivo para anticorpos contra SARS-CoV2.

Entre aqueles que receberam uma dose, mas suspeitaram ou confirmaram uma infecção anterior com Covid-19, esse índice aumentou para 90%.

“Encontramos uma resposta realmente boa, medida pela prevalência de anticorpos, naqueles que receberam duas doses da vacina e aqueles que receberam uma dose”, disse Helen Ward, professora de Saúde Pública do Imperial College London, em uma coletiva de imprensa. “Espero que isso seja usado para incentivar as pessoas a tomarem a segunda dose”.

“É evidente que há valor em receber a primeira dose”, acrescentou Graham Cooke, professor de Doenças Infecciosas do Imperial College London. “Ainda não temos dados suficientes sobre a proteção de longo prazo de uma dose”, disse.

O estudo com 155.000 pessoas, testadas entre 28 de janeiro e 8 de fevereiro, cobriu 18.000 pessoas vacinadas, incluindo 13.000 que receberam a vacina Pfizer.

Os resultados mostram quais grupos foram mais afetados pelo coronavírus durante a segunda onda da Inglaterra. As infecções foram mais altas em pessoas que moram em Londres (16,9%). Mais de 22% das pessoas de etnia negra parecem ter sido infectadas e 20% das pessoas de origem asiática. Apenas 8,5% dos brancos tinham evidências de terem sido infectados.

Também foram levantadas preocupações sobre a confiança na vacina, sendo mais comum entre pessoas mais jovens e negros. Razões para a baixa confiança incluíram preocupações com gravidez, alergias e fertilidade, apontou o estudo.

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