Evento sobre AVC trata aspectos da segunda principal causa de morte no Brasil

Encontro internacional reúne especialistas para abordar avanços no tratamento e diretrizes do Programa Nacional para as Doenças Cerebrovasculares (Foto: Reprodução)

Nos dias 19 e 20 de abril, o HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) recebe o II Encontro Nacional de Unidades de AVC, evento que tem o objetivo discutir a situação do AVC (Acidente Vascular Cerebral) no país, os modelos de sucesso, as dificuldades e perspectivas futuras em relação ao problema. Em paralelo, é realizada a primeira edição do Simpósio Internacional de Neurologia Vascular do HCPA, oportunidade de atualização e debate sobre o diagnóstico e tratamento do AVC com os principais pesquisadores da área no mundo falando sobre novos estudos e experiências de outros países na área (palestrantes da Austrália, Holanda, Canadá, Alemanha, Chile e Estados Unidos), por webconferência.

Entre os convidados do evento, destaca-se a presença dos neurologistas neurointervencionistas Raul Nogueira, chefe do Serviço de AVC do Hospital Grady Memorial/Universidade de Emory, em Atlanta (Estados Unidos) e Marc Ribó do Hospital Vall’Hebron em Barcelona (Espanha), além de renomados especialistas em AVC de diversas partes do Brasil e representantes do Ministério da Saúde.

As inscrições para o II Encontro Nacional de Unidades de AVC, Encontro da Rede Nacional de Pesquisa em AVC e I Simpósio Internacional de Neurologia Vascular do HCPA estão abertas e devem ser feitas no site da Fundação Médica do Rio Grande do Sul, neste link.

Antes do encontro, no dia 18, haverá também uma reunião entre 60 pesquisadores para debater o Estudo Resilient, pesquisa do Ministério da Saúde coordenada pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A iniciativa visa a aprovação de um novo tipo de tratamento para o acidente vascular cerebral no SUS.

AVC

O Acidente Vascular Cerebral é a segunda principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada cinco minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano. Pesquisas comprovam que até 90% dos casos podem ser evitados se o paciente souber identificar fatores de risco e procurar atendimento especializado previamente.

Sobre o estudo

O Estudo Resilient, que teve início neste ano, abrange 20 centros do país (três no Rio Grande do Sul), e terá duração de cerca de dois anos. Para que sua execução seja possível, o atendimento e encaminhamento dos pacientes com AVC na região foi reorganizado através do Projeto de Regulação da Rede de AVC Porto Alegre – Metropolitana. Por meio de um aplicativo para smartphone (chamado Fast-ED), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) reconhece o paciente com AVC e, através de um escore, o aplicativo indica o Centro de AVC mais adequado para o caso (centro mais simples ou de maior complexidade). A partir daí, o caso é encaminhado para os smartphones da equipe do Centro de AVC escolhido, que está toda conectada (sistema Join) e, sabendo que o paciente está a caminho (com acompanhamento da ambulância por GPS), torna mais rápido o atendimento assim que ele chegar.

Este mesmo sistema que conecta a equipe do Centro de AVC (Join) está sendo implantado em hospitais menores, sem neurologista e sem o tratamento, para possibilitar a discussão de casos e visualização da tomografia em tempo real e com alta definição por neurologistas especializados em AVC do Hospital Moinhos de Vento. Esses neurologistas definem se o paciente precisa ser transferido para um Centro de AVC ou se pode ser tratado no local, e qual o melhor tratamento para o caso.

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