Fecomércio projeta crescimento e retomada da economia para 2017

Luiz Carlos Bohn, presidente da entidade. Fotos: Jackson Ciceri/O SUL

Luiz Carlos Bohn, presidente da entidade, apontou ações desenvolvidas em 2016, a implantação do Impostômetro e apoio às medidas do governo gaúcho. Fotos: Jackson Ciceri/O SUL
Marcelo Portugal, economista da Fecomércio.

O presidente da Fecomércio – RS, Luiz Carlos Bohn, ao fazer um balanço das ações da entidade neste ano de 2016, mencionou com otimismo o apoio ao terceiro setor e ao painel físico do Impostômetro instalado no prédio da Fecomércio. “Grande importância foi a luta diária dos empresários e da sociedade como um todo para manter seus estabelecimentos, seus empregos e um mínimo de qualidade de vida dentro de um sistema que os faz passar inversamente proporcional àquilo que pregam”. Bohn defende a responsabilidade tributária no Brasil com foco na diminuição dos impostos, unificação de tributos federais e estaduais e diminunição no número de obrigações acessórias. “A implementação destas medidas será fundamental para alavancar o desenvolvimento das empresas e a criação de novas, desencadeando geração de riquezas e aumento do número de empregos”.

No encontro com a imprensa esta semana para debater o que foi o ano de 2016 e as perspectivas para 2017, o economista da entidade, Marcelo Portugal apresentou também itens que considera importantes no cenário econômico. Vê como positiva a queda da inflação, que chegou a fechar em 11% e até outubro estava em 7,9%, devendo permanecer em queda em 2017. A taxa de juros na opinião do economista também deverá apresentar redução. No entanto ele apontou os índices negativos do setor em 2016, comparado a 2015. “Todo o volume de vendas foi inferior este ano se comparado ao ano passado”. No Brasil, os índices negativos de vendas ficaram em 6,5% e no RS em 5,4%.

Os segmentos que apresentaram números melhores, mas mesmo assim também inferiores ao ano anterior, foram alimentação e remédios. As áreas de TI e comunicação sofreram menor impacto, embora igualmente com desempenhos negativos. O varejo obteve queda de 12% em relação a janeiro de 2014 e o varejo, somado aos segmentos da construção civil e automóveis apresentou uma queda de 22%. Em serviços, os números ficaram inferiores a janeiro de 2014 em 10%.

Como pontos positivos o economista apontou o movimento do governo federal. “Acabou a inércia e o governo vem conseguindo aprovar novas medidas de recuperação da economia”. Ele citou a PEC, que vai limitar os gastos públicos, o que aponta uma solução, mas de forma lenta. Segundo ele, em 1997 os gastos públicos representavam 14% do total do PIB. Em 2016 deverá representar cerca de 20%“. Por isso mesmo ele acredita em um superavit apenas em 2021 ou 2022.

Na visão de Marcelo Portugal, 2017 já deverá apresentar uma rápida melhora, em função da inflação e juros mais baixos. Por outro lado, uma ajuda virá do campo, com a estimativa de uma super safra de grãos na ordem de 213 milhões de toneladas, segundo estimativas do IBGE e CONAB, superando a safra de 2016 e a de 2015, que foi considerada recorde. O crescimento da economia deverá girar em torno de 0,8%, ”um número anêmico mas positivo“, como salienta. No cenário internacional, muitos serão os desafios, com eleições na França, Alemanha e Itália e o questionamento sobre o governo de Donald Trump, nos EUA. O câmbio, uma incógnita, na visão de Portugal deverá ficar na casa dos 3,70 reais.

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