Fórum Os Caminhos do Rio Grande: Humberto Busnello aborda a Agenda 2020 e os desafios para o crescimento do Estado

Humberto Busnello. Foto: Jackson Ciceri/O SUL

O presidente do Conselho de Administração da Agenda 2020, Humberto Busnello apontou os propostos da Agenda 2020, “um movimento da sociedade, organizado, articulado, propositivo, transparente e estratégico que visa a busca de um futuro melhor para todos”.  Na sequência, o presidente  apresentou os índices de performance logísticos de países como Alemanha, Luxemburgo, Suécia, Holanda, Cingapura e Bélgica, posicionados entre os seis respectivamente maiores, ficando o Brasil na 55 posição, “muito abaixo dos países top do ranking mundial”. Em malha rodoviária pavimentada, o Brasil é o nono colocado no mundo. Enquanto a China pretende investir 5 trilhões de dólares nos próximos 15 anos.

Segundo ele, a matriz de transportes do RS enfrenta gargalos como a malha estadual pavimentada reduzida e deteriorada, a malha estadual reduzida duplicada e amalha estadual reduzida e insignificante, somado à baixa manutenção com mais de 70 municípios sem acesso pavimentado, reduzidas ligações inter-regionais e ausência de integração intermodal.

A Sinaleira 2020, processo da Agenda 2020, utilizando as cores das sinaleiras (verde, vermelho e amarelo), aponta os cenários e fraquezas do RS e revela, como defende ele, indicadores da malha, negativos comparativamente a centros maiores, com o RS ocupando a 21 colocação em qualidade de estradas no cenário nacional. Cerca de 35 bilhões de reais/ ano é o custo logístico  que a sociedade brasileira paga pela insuficiência no setor. Um caminho para solucionar este quadro pode estar nos programas de concessões.  “A sociedade tem que entender que concessões fazem parte da nossa sociedade”. Energia, ônibus, táxis, água, saneamento, comunicações, entre tantos outros exemplos,  são concessões, mas é preciso haver retorno, na visão do painelista.

Para o futuro das concessões é preciso ter tarifa, preço  justo, competição, estabelecer o papel das agências reguladoras. Quanto ao PELT (Plano Estadual de Logística de Transporte), Busnello pregou que passe a ser um programa de Estado e não de governo.   Fez uma analogia com dinheiro privado e dinheiro público. Com o dinheiro privado compramos o que queremos. Com o dinheiro público compramos segurança, saúde, educação. E perguntou à plateia se os participantes estão satisfeitos com o que o poder público está entregando? “Em boa hora chegou a discussão sobre o que fazer com uma empresa pré-falida num local desestruturado. É preciso ter ações radicais duras”, finalizou fazendo uma analogia com o governo do RS.

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