Gerente do WhatsApp admite envio maciço de mensagens automatizadas nas eleições 2018

Gerente também reconheceu influência do aplicativo em campanhas eleitorais. (Foto: Pixabay)

Pela primeira vez o WhatsApp admitiu o envio maciço de mensagens automatizadas e contratadas por empresas nas eleições brasileiras do ano passado. A declaração foi dada pelo gerente de políticas públicas e eleições globais da empresa, Ben Supple, em palestra no Festival Gabo. “Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, disse Supple.

Já havia sido levantada a suspeita de que empresários teriam contratado disparos a favor e contra candidatos, sem declarar seus gastos à Justiça Eleitoral, já que o ato configura o crime de caixa dois. Em evento, o executivo também condenou os grupos públicos da plataforma que divulgam conteúdo político relacionado ao governo Bolsonaro. “Vemos esses grupos como tabloides sensacionalistas, onde as pessoas querem espalhar uma mensagem para uma plateia e normalmente divulgam conteúdo mais polêmico e problemático”, afirmou.

Supple ainda reconheceu a influência do aplicativo em processos eleitorais e disse que a plataforma já esperava que as eleições brasileiras disseminassem desinformação, por ser uma campanha polarizada. O WhatsApp pretende adotar uma série de medidas para bloquear contas que violam as normas do aplicativo.

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