Globo e partido fazem Luciano Huck balançar sobre sua candidatura presidencial

Depois de ouvir de integrantes do partido DEM de que ele não é mais o plano A da sigla – e sim o presidente da Câmara, Rodrigo Maia – Luciano Huck tem que pensar muito sobre sua candidatura para a Presidência da República.

No PSDB, Huck enfrenta resistência do grupo que apoia o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – ainda que conte com a amizade e os conselhos de FHC. “Pelo que eu saiba, ele está considerando a possibilidade, mas ele trabalha na Globo, tem um contrato e tem que pesar essas coisas todas”, disse Fernando Henrique em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.

Huck já foi avisado pela Globo que não terá tratamento privilegiado da emissora caso se candidate. Empresa quer distância do assunto e cobra logo uma definição de seu apresentador.

A sigla que tem oferecido todo espaço para a candidatura dele é o PPS. Mas o partido, presidido pelo deputado Roberto Freire (PE), tem pouco tempo de TV e recursos para bancar a campanha. Huck preferiu deixar para depois do Carnaval uma nova rodada de negociação com o PPS.

O partido tem declarado interesse no nome do apresentador para a disputa. Nos últimos meses, tem estreitado relações inclusive com o movimento Agora, do qual Huck faz parte e com quem o partido assinou uma carta-compromisso para um trabalho conjunto no cenário eleitoral. Seria essa, inclusive, uma forma de criar, eventualmente, uma base de sustentação de Huck no Congresso.

“As negociações estão mais do que abertas. Falamos por telefone quando ele estava em Paris (semana passada) e ficamos de falar novamente logo depois do Carnaval”, disse ao jornal O Globo o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, deixando claro que, até o momento, não há qualquer certeza sobre os rumos do apresentador, ao menos no ambiente eleitoral.

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