Governador gaúcho e secretários reduzem os próprios salários em 30% nos próximos três meses

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou, na manhã desta sexta-feira (10), em transmissão ao vivo pela internet, que reduzirá a própria remuneração em 30% pelos próximos três meses em razão da crise provocada pela pandemia de coronavírus.

“A atividade econômica se reduz e isso vai impor dificuldades para muitas pessoas, que terão seus negócios prejudicados e seus empregos afetados. Não considero justo que aqueles que servem à população fiquem imunes a essas dificuldades. Não se trata de demagogia, é uma questão objetiva. A sociedade está pagando com o custo econômico da sua própria atividade, e estamos todos em uma mesma situação que impõe medidas de sacríficos pessoais”, explicou Leite.

A medida acompanha a própria queda de arrecadação do Estado. A Secretaria da Fazenda projeta, para o mês de abril, baixa de 30% a 35% na arrecadação, tendência que deve se estender pelos meses de maio e junho. Na quinta-feira (09), o governador expôs esse cenário aos deputados estaduais e aos chefes dos outros Poderes, dando transparência sobre o assunto ao avisar que, possivelmente, a queda na receita do Estado impactará negativamente no repasse dos duodécimos.

Na administração econômica, há um princípio de irredutibilidade de salários. Por isso, o chefe do Executivo não pode determinar a redução do salário de servidores. No entanto, recomendou que o secretariado tome a mesma atitude, de modo a dar o exemplo como gestores públicos.

Até o momento, o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, e os secretários Juvir Costella (Logística e Transportes), Claudio Gastal (Governança e Gestão Estratégica), Artur Lemos Júnior (Meio Ambiente e Infraestrutura) e Tânia Moreira (Comunicação) confirmaram que também reduzirão as suas remunerações em 30% pelos próximos três meses.

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