Governo argentino ignora pedido da Procuradoria da Bolívia e não extraditará Evo Morales

(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O governo da Argentina, comandado por Alberto Fernández, não extraditará o ex-presidente boliviano Evo Morales nem seus filhos, que hoje vivem com o pai em um endereço desconhecido em Buenos Aires.

Na quarta-feira (18), a Procuradoria da Bolívia emitiu uma ordem que obriga Evo a prestar depoimento ao Ministério Público, após a denúncia de seu suposto envolvimento com crimes de sedição e terrorismo.

O ministro do Interior, Arturo Murillo, pediu ao Ministério Público que iniciasse uma investigação com base em um áudio no qual supostamente se escuta a voz de Evo dando instruções a um de seus partidários, o cocaleiro Faustino Yucra, para bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos a algumas cidades bolivianas. O objetivo seria desestabilizar o atual governo, da sua opositora Jeanine Añez.

A presidência da Argentina recebeu a ordem de condução coercitiva, mas lembrou que o ex-líder da Bolívia tem status de refugiado no país, condição que o exclui das regras do acordo de extradição estabelecido entre as duas nações.

Segundo integrantes do governo argentino, a segurança da casa onde o boliviano vive em Buenos Aires será reforçada para que as reuniões de Evo com representantes do seu partido, o MAS (Movimento para o Socialismo), possam continuar sendo realizadas normalmente.

A chancelaria argentina afirmou que não haverá uma resposta formal ao pedido do Ministério Público boliviano e que Evo tem “imunidade e proteção diplomática”.

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