Governo do Paraná e Rússia farão acordo para fabricação de vacina contra o coronavírus

O governo do Paraná anunciou, nesta terça-feira (11), que vai assinar um convênio com a Rússia para produzir a vacina Sputnik V. O comunicado foi feito horas após o presidente Vladimir Putin divulgar a vacina como a primeira registrada no mundo.

A vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque ainda se sabe pouco sobre a sua eficácia. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes das fases 1 e 2 foram concluídos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

Por meio de nota, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que o laboratório russo responsável pelo desenvolvimento da vacina ainda não apresentou nenhum pedido de análise dessa vacina pelo órgão.

Segundo o governo do Paraná, o passo seguinte à assinatura do acordo é o compartilhamento do protocolo russo com a Anvisa, para que a agência brasileira libere a realização dos procedimentos necessários para os testes.

Jorge Callado, presidente do Tecpar, ressaltou que a pesquisa vai avançar conforme o compartilhamento das informações. “Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo”, declarou.

Após o anúncio do registro da vacina pelo presidente russo, a OMS declarou nesta terça que a Rússia “não precisa da sua aprovação” para registrar a vacina. No entanto, a OMS precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e a segurança da imunização para poder aprová-la.

Conforme as informações do site da vacina russa, o Brasil vai participar da fase 3 dos estudos clínicos. A Anvisa informou que testes só poderão ocorrer após a liberação da agência.

Ao anunciar a parceria com a Rússia, o presidente do Tecpar disse estar otimista com a possibilidade de ter resultados positivos com a imunização.

Comentários