Índices de violência são reduzidos em escolas estaduais, afirma governo

No último semestre houve redução de 15,98% nos casos de bullying; de 3,9% nos casos de agressões físicas e verbais contra direção, professores e funcionários; de 3,9% nos casos de assaltos na entrada e saída da escola; de 2,7% nos casos de depredação e pichação; de 0,84% nos casos de uso, posse ou tráfico de drogas; e redução de 0,3% nos casos de furto e arrombamento.

Os resultados dos indicadores de violência e indisciplina coletados junto às escolas estaduais, que fazem parte do programa Cipave (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar), foram apresentados, nesta quinta-feira (11), em solenidade alusiva ao Dia do Estudante, no Palácio Piratini.

No Rio Grande do Sul, são 1,8 mil escolas que já constituíram Cipaves, sendo 457 comissões nos 19 municípios com maiores índices de criminalidade. Também foram instaladas 25 salas de mediação nas 30 Coordenadorias Regionais de Educação do Estado e implantados Centros Regionais de Gestão de Conflitos e Combate ao Bullying. Durante a solenidade também foram lançadas as três cartilhas do programa Cipave e os Jogos Escolares do Rio Grande do Sul (Jergs), que já estão ocorrendo. Além disso, houve a assinatura da portaria que institui o Fórum Farol do Futuro.

A sala de aula como o lugar da diversidade foi lembrada pelo governador José Ivo Sartori durante a cerimônia que também falou sobre a importância da participação da família na comunidade escolar. “Quando as famílias estão presentes, as coisas são diferentes. As Cipaves transformam a relação entre alunos, pais, professores, funcionários e comunidade. Essa é uma semente que vai germinar e se aprofundar”, garantiu Sartori, que também comentou que o Fórum Farol do Futuro é um grande desafio e que é preciso “reunir a sociedade para discutir os rumos que queremos para a educação”.

Segundo Luciane Manfro, que coordena o projeto, os resultados são muito positivos. “A Cipave tem muitas funções e entre elas é trazer a comunidade para a escola, fazer com que os pais participem cada vez mais. Os números podem parecer pequenos, mas para nós é muito importante reduzir esses índices de violência, casos de indisciplina e bullying”, afirmou a coordenadora. Luciane também agradeceu a parceria dos órgãos e instituições públicas para o desenvolvimento do projeto.

O secretário da Educação, Luis Alcoba, mencionou os diversos investimentos que a área da educação teve desde 2015. “No ano passado, 33,7% da receita líquida do Estado foi aplicado em educação. Apesar da crise que enfrentamos, a educação é prioridade no governo”, declarou. Alcoba também disse que em 2015 foram aplicados R$ 91,5 milhões em obras escolares e foram comprados 28,6 mil netbooks que beneficiaram 661 escolas, com um investimento de R$ 27 milhões. Em 2016, no final de junho, foram depositados R$ 40,8 milhões para 353 escolas para executar reparos e obras e foram aplicados R$ 15 milhões na aquisição de quase 80 mil conjuntos de mesas e cadeiras.

A secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori, disse que se sente muito feliz por ter sido deputada e ter apresentado o projeto de lei da criação das Cipaves na Assembleia Legislativa, aprovado por unanimidade. “Quando os alunos se sentem bem na escola é porque as escolas estão fazendo bem o seu papel. Precisamos que a sociedade veja a escola como uma grande mudança”, destacou.

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