Infestação do mosquito Aedes aegypti aumenta em Porto Alegre


Monitoramento é feito semanalmente pela prefeitura
Foto: Divulgação/Fiocruz

A infestação do Aedes aegypti em Porto Alegre aumentou entre final de dezembro e início de fevereiro. De acordo com dados do MI Aedes (Monitoramento Integrado do Aedes), realizado semanalmente pela prefeitura, o índice na semana epidemiológica 6 (entre 2 e 8/2) foi de 0,33. Isso indica que a infestação passou do status moderado para de alerta na classificação do MI Aedes, que vai de satisfatório a crítico.

O status “alerta” aumenta o risco de transmissão viral na cidade. Em 2020, Porto Alegre teve a confirmação de um caso importado de dengue, de acordo com o boletim Informativo emitido pela Secretaria de Saúde, com dados até 25 de janeiro.

O período de férias, somado à alta da temperatura podem ter reflexo direto no aumento na infestação. Na semana epidemiológica 6, de acordo com as vistorias feitas em 1.408 armadilhas de monitoramento, foram encontradas 443 fêmeas do mosquito em 290 armadilhas, indicando um índice de positividade de armadilhas de 21,3%. A classificação de infestação é dividida em quatro: satisfatório, índice 0 a 0,15; moderado, de 0,16 a 0,30; alerta, de 0,31 a 0,60; e crítico, acima de 0,6.

Os bairros que apresentaram maior índice de infestação (obtido a partir da divisão entre quantidade de fêmeas e pelo número de armadilhas vistoriadas) foram Jardim São Pedro, Restinga, Boa Vista e Farroupilha. Nesses bairros foram coletadas 105 fêmeas do mosquito.

Em janeiro, a prefeitura publicou Edital no Diário Oficial de Porto Alegre no qual são notificados todos os proprietários e responsáveis por imóveis residenciais, comerciais, industriais e de terrenos baldios para que mantenham os imóveis e terrenos em condições salubres, limpos, livres de recipientes ou vasilhames e entulho ou lixo que possam acumular água, condição propícia para o desenvolvimento de criadouros de vetores como o mosquito Aedes aegypti, entre outros. No edital de notificação pública, são expressas medidas que devem ser adotadas pelos munícipes, que ficam sujeitos a penalidades a partir de fiscalização.

Entre essas medidas estão a retirada de pratos de vasos de plantas e a limpeza com esponja para retirada de ovos do vetor, tamponamento ou cobertura de caixas d’água ou recipientes de coleta de água da chuva, manutenção de calhas limpas e desimpedidas, colocação semanal de água sanitária em ralos externos, colocação de telas milimétricas nos ralos, manutenção de pneus em áreas cobertas ou furá-los para escoamento da água acumulada, manutenção de limpeza e tratamento em piscinas.

Denúncias sobre condições inadequadas de imóveis devem ser feitas à prefeitura pelo Serviço 156 – Fala Porto Alegre; pelo APP Eu Faço POA ou por direcionamento a partir do site www.ondeestaoaedes.com.br.

O prazo para atendimento da queixa depende do tipo de reclamação. A intenção, explica o gerente da unidade de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Porto Alegre, Alex Lamas, é de que as denúncias sejam averiguadas em um prazo de até dez dias – ciclo de desenvolvimento do mosquito – de ovo a inseto alado.

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