Inflação para as famílias de baixa renda recua em dezembro, mas acumula alta de 6,22% em 2016

A inflação para a população de baixa renda, calculada pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), acelerou de 0,06% em novembro para 0,19% em dezembro. No ano passado, o indicador acumulou alta de 6,22%, abaixo dos 11,52% registrados em 2015, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Seis das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram acréscimo em suas taxas de variação em dezembro: alimentação (-0,36% para 0,26%), despesas diversas (-0,34% para 1,86%), vestuário (-0,36% para 0,81%), transportes (0,35% para 0,59%), saúde e cuidados pessoais (0,37% para 0,52%) e educação, leitura e recreação (0,56% para 0,86%). Nesses grupos, os destaques partiram dos itens laticínios (-4,26% para -2,06%), cigarros (-0,84% para 3,31%), roupas (-0,35% para 0,92%),gasolina (-0,13% para 2,21%), salão de beleza (0,76% para 1,43%) e show musical (0,74% para 2,32%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos habitação (0,39% para -0,69%) e comunicação (0,10% para 0,07%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens tarifa de eletricidade residencial (1,25% para -5,13%) e mensalidade para TV por assinatura (1,86% para 0,35%).

Em dezembro, o IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor – Brasil), que calcula a inflação para o conjunto da população, registrou variação de 0,33%. No ano passado, acumulou alta de 6,18%.

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